Estudantes voltam a reclamar contra Trump em Los Angeles

Centenas de estudantes do ensino médio de Los Angeles deixaram as salas de lição nesta segunda-feira para reclamar contra a eleição de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos. Os jovens exibiam cartazes com dizeres "Levantem-se" e "Fiquem juntos", que se misturavam a bandeiras dos Estados Unidos e do México.
A mobilização foi realizada de forma pacífica no leste de Los Angeles até uma rossio em Boyle Heights, bairro predominantemente hispânico. Os protestos foram realizados apesar do apelo das autoridades de não perder aulas e encontrar outras forças para expressar seu incômodo com a eleição do republicano na semana passada.
"Apesar de ter pretérito uma semana da eleição presidencial, muitos estudantes continuam preocupados com o desenlace [da eleição] e querem que suas vozes sejam ouvidas", disse Michelle King, superintendente do província escolar de Los Angeles.
"Queremos que nossos alunos saibam que não estão sozinhos. No entanto, é fundamental que os estudantes não permitam que seus sentimentos ponham sua ensino em risco", acrescentou. Manifestações anti-Trump foram realizadas em toda a semana passada depois das eleições. No término de semana, umas dez milénio pessoas marcharam em Los Angeles e quinze milénio em Nova York.
Os manifestantes criticam o exposição incendiário que o presidente eleito teve contra imigrantes, muçulmanos e mulheres na campanha. "Quero expressar às pessoas que não queremos Donald Trump porquê nosso presidente porque é um racista, tenho imigrantes e tenho susto de perdê-los", disse Evelin Miranda, de 16 anos, ao jornal Los Angeles Times.
A princípio, Trump afirmou que os protestos contra ele tinham sido "incitados" pela mídia, mas na sexta-feira baixou o tom e elogiou os manifestantes por sua "paixão por nosso grande país".
