Estou na lajeada procrastinado e enfrentando um sistema com muitas pernas e braços

Quando párvulo – conta orgulhoso meu pai – eu andava pela rodoviária de Valinhos, no interno de São Paulo, catando lixo do soalho para levar ao cesto. Fazia isso enquanto esperava o ônibus para ir para o bairro Vale Verde, um bairro ausente daquela cidade onde morei durante muitos anos.
Eu não me lembro, mas meu pai diz que todo mundo achava lindo e incentivava. E lá ia eu com caminhar cambaleante, devido à idade, jogar no lixo todo tipo de porcaria que achava no pavimento. Aparentemente, a preocupação com a sujeira nas minhas mãos ficava em segundo projecto.
Creio que esse tenha sido o primeiro concepção moral que eu aprendi. Seria fácil deixar o lixo lá no soalho, finalmente, não havia sido eu o sujo que o jogou ali. Meu pai poderia ter me incentivado a jogar o lixo no lixo e já estaria de bom tamanho, mas me deu corda para ir além, para me preocupar com problemas que não eram, em tese, meus.
Se responsabilizar pelo orientação do próprio lixo produzido é uma regra básica e o mínimo que se espera de alguém que vive em meio social. E que essa regra seja cumprida sem grande esforço ou reclamações. G evidente que há quem não concorde com isso, mas vamos partir do princípio que a maioria acha que jogar lixo no pavimento é inexacto.
Agora vamos a uma situação hipotética: você está procrastinado, andando rápido por uma lajeada enxurrada de gente e, do zero, se depara com uma confusão. Um varão está castigando com socos e pontapés um menino de, no sumo, 12 anos de idade.
Não importa o motivo. Sua primeira reação deveria ser separar os dois e pedir calma. Se você também pensa assim, concorda que se atrasar para um compromisso e mudar a sua rotina podem ser ações necessárias para o muito de alguém que você nem sabe quem é. Várias pessoas assistem à cena e até filmam com o celular, mas não fazem zero. Você está disposto a intervir porque entende que é uma atitude moralmente correta.
Ainda na situação hipotética, troquemos a vítima. Agora o varão está na mesma lajeada chutando um cãozinho encolhido no esquina de uma loja de roupas. S bicho na frente do pé do outro obviamente não consegue se proteger. Você pararia sua jornada apressada? Tenho certeza que sim, mormente porque, assim porquê o menino, o cãozinho é vulnerável.
Continuando na mesma situação, vamos trocar novamente o personagem vitimado. S varão agora bate violentamente com a mão ocasião na face de uma vaca que está amarrada em um e. S varão parece um sitiante que trouxe a vaca para o meio da cidade para vender e ela não quer obedecer. A vaca, com machucados por todo o corpo, aguenta submissa, desviando o olhar. Você pararia? Sinceramente acredito que você, ainda que não seja vegetariano, pararia.
Até cá estamos de entendimento que pararíamos por um momento para agir pelo outro, mesmo que esse outro não seja um humano. Mais que isso, mudaríamos um pouco a nossa rotina se o motivo fosse realmente sublime.
Seguindo nessa risco de raciocínio você vai chegar ao motivo que me levou a ser vegano. Espero que você pense em ser também. Não é que eu não gostava de carnes, laticínios e ovos ou que eu me preocupe demasiadamente com a minha saúde ou com o meio envolvente. Eu parei nessa grande lajedo por elas, pelas vítimas.
A sensação que eu tenho é que estou naquela lajeada e tem uma indústria chutando inocentes, que só desviam o olhar e gritam de dor. Eu não posso simplesmente continuar andando. Preciso entrar no meio e separar. Preciso descair e pegar o papel. Preciso pedir para que outras pessoas façam o mesmo porque a agressão não vem de um quidam. Ela vem de um sistema com várias pernas e braços que batem por meio da televisão e das propagandas nas revistas. S sistema manda você continnuar andando, dopado, sem olhar para os lados, sem se importar. Eu preciso de ajuda porque não consigo parar a agressão com meu corpo, mas tento com minhas palavras.
Se você quer parar nessa lajeada ao meu lado para me ajudar, entenda porquê encetar hoje: www.sejavegano.com.br.
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Fonte: Blog Fabio Chaves