Espanha homenageia vítimas de acidente de trem em missa oficial

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Premiê e príncipe Felipe participam de missa por 79 mortos em descarrilamento em Santiago de Compostela

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Os espanhóis participaram nesta segunda-feira de uma missa em homenagem aos 79 mortos do pior desastre ferroviário do país em décadas, enquanto investigadores se preparavam para analisar informações da "caixa-preta" do trem.

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O maquinista Francisco Garzón, de 52 anos, foi acusado de 79 crimes de homicídio por negligência e liberado até o julgamento, depois que um juiz determinou que ele não apresentava risco de fuga.

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O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, e o príncipe Felipe estavam na missa desta segunda-feira na catedral de Santiago de Compostela, local de um santuário religioso, no noroeste da Espanha, onde o trem de alta velocidade descarrilou na semana passada depois de passar por uma curva rápido demais.

Investigadores devem começar a analisar os dados do dispositivo de gravação de dados do trem na terça para tentar determinar como Garzón excedeu os limites de velocidade.

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O príncipe Felipe, sua mulher, Letizia, a infanta Elena, Rajoy, membros do gabinete e líderes regionais estavam na parte da frente da catedral ao lado de muitas famílias das vítimas e de membros dos serviços de emergência. Dezenas de simpatizantes reuniram-se na parte de trás da catedral e na Plaza del Obradoiro, no lado de fora.

"Desde o primeiro momento, as famílias que perderam seus entes queridos estão em nossos corações e nos corações da Galícia e da Espanha", disse o arcebispo Julian Barrio em sua homilia, acrescentando que as famílias afetadas por um acidente de ônibus na Itália no domingo também estavam em suas preces.

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Após a missa, Felipe, o arcebispo e líderes políticos passaram entre os enlutados para oferecer condolências individuais para as famílias das vítimas. Nesta segunda, 69 permaneciam internadas, sendo 22 em estado grave.

O trem de alta velocidade descarrilou e pegou fogo depois de bater em uma parede de concreto ao chegar a Santiago de Compostela, na região da Galícia. O impacto foi tão forte que um dos oito vagões foi jogado vários metros sobre um aterro.

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O juiz que cuida do caso, Luis Alaez, interrogou Garzón em uma audiência de duas horas a portas fechadas no domingo. A imprensa local afirmou que o maquinista admitiu ter entrado na curva muito rápido, dizendo que teve um lapso momentâneo e esqueceu em que parte dos trilhos estava.

Ainda assim, os pesquisadores investigam se o sistema de segurança do trem também era culpado.

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O desastre aconteceu a poucos quilômetros da estação de Santiago de Compostela, em uma parte dos trilhos onde cabe ao maquinista prestar atenção aos sinais automáticos na cabine para reduzir a velocidade a 80 km/h depois de sair de um trecho em que a velocidade pode chegar a até 200 km/h.

O juiz ordenou que Garzón entregue seu passaporte e se apresente semanalmente no tribunal.

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O trem Alvia envolvido no acidente, um dos três tipos que a Espanha usa para o serviço ferroviário de alta velocidade, recebeu uma verificação de manutenção completa na manhã da viagem, disse o chefe da empresa ferroviária Renfe, e os sistemas de segurança estavam em boas condições.

Os trens Alvia rodam tanto em ferrovias tradicionais, onde os maquinistas recebem sinais de alerta para reduzir a velocidade, e em trilhos de alta velocidade, onde um sistema de segurança mais sofisticado diminui automaticamente os trens que estão indo rápido demais.

Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo