Entrevista: no ciberespaço reina um clima de ‘guerra fria’

Risco de ataques cibernéticos nas eleições, atos de ciberguerra... a digitalização provoca novas ameaças para a firmeza do mundo, afirmou o gerente da empresa de segurança informática Kaspersky Lab, Eugene Kaspersky, durante o Congresso Mundial de Celulares (MWC) de Barcelona.
PERGUNTA: Pela primeira vez a ciberameaça está sendo discutida por ocasião de eleições importantes, nos Estados Unidos e na Europa. Qual é o estado da questão, segundo você?
RESPOSTA: Para inaugurar, é preciso enobrecer. De um lado há um uso de informações falsas, o hackeamento de contas de e-mail para obter dados eventualmente comprometedores contra os candidatos, e o traje de prejudicar a reputação de um ou outro. Estritamente falando, isso não é um ciberataque contra uma eleição, mas uma forma de influenciar no resultado.
No entanto, no horizonte, pode possuir um risco sobre o resultado em si. Já sabemos que os jovens não querem necessariamente se transferir às urnas e, se fosse provável, poderiam participar de eleições a partir de seu telefone celular. Isso é um pouco que provavelmente acabará acontecendo, e se o conjunto do processo não for muito protegido pode ser provável que o resultado depois da votação seja manipulado.
P: Com a digitalização industrial também aumentam as ameaças. S que pode ser feito?
R: Há ataques contra infraestruturas, o que pode se confrontar a ciberterrorismo. Nos últimos anos vimos ataques deste tipo contra a rede elétrica na Ucrânia, internet na Estônia, hospitais ou a petrolífera estatal Saudi Aramco.
Os governos entendem agora os riscos de ataques contra infraestruturas críticas, mas nem todos estão agindo. A primeira lanço consiste em definir e regular o que são as infraestruturas estratégicas. A Alemanha, por exemplo, está fazendo isso; Cingapura e Israel já o fizeram.
Precisamos impor normas em nível internacional, tanto com as infraestruturas críticas quanto com a ciberregulação. De nossa secção, estamos trabalhando para convencer os Estados.
P: Isso pode se tornar uma guerra entre Estados no ciberespaço?
R: Pode ser que eu esteja incorrecto, mas não acredito que vamos ver uma ciberguerra, porque os Estados sabem que, se um país ataca outro, nascente responderá e as consequências serão consideráveis de ambos os lados. E isso cria um clima de guerra fria, porquê na era nuclear.
S verdadeiro risco provém, supra de tudo, do ciberterrorismo. Há muitos engenheiros com talento que estariam totalmente dispostos a realizar leste tipo de atos se forem muito pagos, o que pode ter consequências importantes nos países atacados.
Até o momento, observo que as ameaças sofisticadas envolvem sobretudo a cibercriminalidade e a espionagem. Sempre é difícil saber de onde elas vêm, mas sabemos em que língua foram realizadas. A ciberespionagem é feita sobretudo em inglês, russo e chinês simplificado, em horas do dia que variam caso a caso.
S cibercrime, por sua vez, só é feito em russo, segundo ele.
