Entrevista de Beatriz torna a história ainda mais enrolada e inverossímil

Conforme antecipei cá, a advogada Beatriz Catta Preta concedeu uma entrevista — no caso, ao repórter Cesar Tralli, da Globo — em que diz ter desistido dos seus clientes porque estava se sentindo ameaçada pela… CPI.

Ameaçada de quê? Não ficou evidente! Falou em ameaças “cifradas, veladas” e só. Não acusou diretamente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, mas a sugestão ficou no ar. Segundo disse, a pressão ficou maior depois que Julio Camargo mudou a versão e passou a acusar Cunha.

Voltarei o matéria. Para mim, a história ficou enrolada do que antes e direi por quê.

OAB
A OAB entrou com um pedido no Supremo para que Beatriz não tivesse de depor. Ricardo Lewandowski, presidente do tribunal, que responde pelo plantão, não tinha, obviamente, porquê proibir o prova sem cometer uma violência contra o Legislativo. Ele a autorizou a não falar sobre coisas que dizem reverência ao sigilo profissional.

Não mudei de posição: sou contra a convocação da advogada pela CPI — embora não seja ilícito. Mas isso não quer expressar que essa não seja a história mal explicada da Lava Jato até agora.

Ainda volto ao ponto.

Não estou acusando Beatriz de zero VEJA.com