ENEM X FUVEST

Alguns pedagogos condenam o conteudismo no ensino. Sem teor, não chegaremos a nenhum lugar.
Olá.
Os professores de Matemática Márcio Cintra Goulart e Remo Alberto Fevorini enviaram-me considerações muito interessantes a reverência dos vestibulares do ENEM e da FUVEST.
Sabemos que o ENEM surgiu no governo de Fernando Henrique Cardoso com a finalidade de calcular certas competências e habilidades adquiridas pelos alunos do Ensino Médio. No início gerou confusão. Havia professores por aí querendo dar aulas de competências e habilidades e, com razão, não sabiam porquê.
Uma teoria extremamente feliz do MEC transformou o ENEM no maior vestibular unificado do País. Os professores Márcio e Remo apontam texto do MEC: "Ao invés de testar a retenção de conteúdos das diversas disciplinas que compõe o currículo da Educação Básica, porquê fazem os vestibulares tradicionais, o ENEM exige que o aluno demonstre competências e habilidades na solução de problemas, fazendo uso dos conhecimentos adquiridos na escola e na sua experiência de vida". Ufa!
De uma maneira simples, os professores Márcio e Remo compararam uma questão do ENEM com uma questão da FUVEST. A questão do ENEM fala de um lavrador de Ribeirão Preto. A questão da FUVEST é de Geometria Analítica. As duas questões requerem habilidade para compreender textos e raciocínio. Conhecimentos exigidos pela questão do ENEM: as quatro operações. Pela questão da FUVEST: equação da periferia, extensão do círculo, espaço do setor circundar e extensão do triângulo.
Caros Márcio e Remo, não precisamos ir longe, basta perguntar a qualquer aluno que tenha feito as duas provas e ele dirá: FUVEST é difícil. Por quê? Porque exige teor. Por quê? Para desenvolver o curso superior sobre uma base sólida de conhecimento.
Alguns pedagogos têm a mania de desaprovar o teor. Sem teor, não chegaremos a nenhum lugar.
Obrigado, Márcio e Remo.
Abraços.
Fonte: Blog do Nicolau Marmo