Em nota, Metrô diz que greve é “sofrimento covarde à população”
iG São Paulo
Após negociações com empresa não evoluírem, Sindicato dos Metroviários decidiu manter paralisação nesta sexta-feira"Um sofrimento covarde à população". Foi assim que o Metrô classificou a decisão do Sindicato dos Metroviários de São Paulo de manter a greve por mais um dia, em nota divulgada na noite desta quinta-feira (5). A paralisação, iniciada à 0h, prosseguirá nesta sexta (6), já que não houve acordo entre a categoria e a empresa em relação ao reajuste salarial.
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O sindicato pede 16,5% de aumento. No entanto, em reunião no Tribunal Regional do Trabalho, nesta quinta, chegou a propor um reajuste de 12,2%, que também não foi aceito. Na nota, o Metrô afirma que a proposta de 8,7% de aumento, de Vale-Alimentação de R$ 290 e de Vale-Refeição de R$ 699,16 é justa, pois é acima da inflação e resultaria em ganhos superiores a 10% para a categoria.

Estação Corinthians-Itaquera do Metrô amanhece fechada com paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta quinta-feira (5)
Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESS

Estação Palmeiras-Barra Funda fechada devido à paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta quinta-feira (5)
Foto: Marcos Bezerra/Futura Press

Espera por ônibus em frente a estação Palmeiras-Barra Funda do Metrô, que amanheceu fechada devido à paralisação dos metroviários em São Paulo
Foto: Marcos Bezerra/Futura Press

Usuários invadem a estação Corinthians-Itaquera da CPTM, devido à paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta quinta-feira (5)
Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESS

Usuários invadem a linha da estação da CPTM Corinthians-Itaquera, nesta quinta-feira (5)
Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESS

Trânsito intenso na Radial Leste, nesta quinta-feira (5), próximo a estação Carrão do Metrô, durante a paralisação dos metroviários
Foto: Evaldo Fortunato/Futura Press

Movimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

Movimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

Movimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

O auxiliar de loja Oséas Pinheiro de Souza, de 23 anos, esperando por um ônibus na região da estação Jabaquara do Metrô de São Paulo, nesta quinta-feita (05)
Foto: Ana Flávia Oliveira

Passageiros tentam entrar em ônibus na zona sul da capital paulista, nesta quinta-feira (05), em dia de greve de metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

Vans fazem trajetos de ônibus por até R$ 10 na zona sul de São Paulo, nesta quinta-feira (05)
Foto: Ana Flávia Oliveira

Movimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

Balconista de farmácia tira foto da estação fechada como prova da impossibilidade de ir a curso
Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo

Movimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

Movimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

Motorista de ônibus parado no ponto: "O normal é levar 1h30, mas estou fazendo em 3 horas"
Foto: Ana Flávia Oliveira

Movimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

Movimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

O taxista Roberto Serafim Trovo, 63 anos, também reclama da greve: "Para nós não compensa ficar no trânsito"
Foto: Ana Flávia Oliveira

Assembleia dos Metroviários vota pela greve
Foto: Sindicato dos Metroviários/SP
"Além disso, a categoria já recebe anualmente participação nos lucros e/ou resultados da Companhia. Em 2013, o piso dessa participação foi de 4.471,88", prossegue a empresa.
O Metrô enfatiza que, caso a decisão do TRT de vetar a greve for desrespeitada, voltará a colocar trabalhadores de outras funções para manter o funcionamento da linha. Nesta quinta, 38 das 63 estações estiveram abertas durante a tarde, com funcionários improvisados nas funções dos grevistas.
O Núcleo de Conciliação do Tribunal Regional do Trabalho manteve a liminar que determina a manutenção de 100% de funcionamento do Metrô na capital durante os horários de pico (6h às 9h e 16h à 19h) e de 70% no restante do dia. O sindicato, no entanto, afirma que não cumprirá a ordem judicial, que pode acarretar até R$ 100 mil de multa diária à categoria.
O Metrô ainda esclareceu que "o plano de contingência adotado utiliza toda a estrutura existente: a operacional, composta por supervisores e gerentes, e também o pessoal administrativo, em nível gerencial, que vai às estações vender bilhetes e auxiliar os usuários. Trata-se de um grupo que está preparado para atuar nesses momentos. Quem opera os trens são pessoas qualificadas, que trabalham na área de operação, ex-operadores, instrutores, monitores, pessoas que dão treinamento e que lidam com a operação. A operação neste momento é reduzida para que o sistema possa operar com segurança".
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo