Eleger concreto porquê parque é lindo aos olhos, mas horroroso para a cidadania
E, por término, chega-se a uma desfecho sobre o que fazer com o Minhocão.
Em 9 de Março de 2016, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, decretou que a via elevada que corta o meio da cidade deve ser considerada porquê um parque, tendo o mesmo status que áreas arborizadas e de lazer da cidade. Segundo ele próprio, isso é uma ótima ação, pois agora se poderá ter uma zeladoria e um recomendação gestor.
Repare: isso tudo em uma via de concreto armado.
Não é preciso ir muito longe para lembrar que um parque que já estava pronto foi recusado à cidade para que empreiteiras e o mercado imobiliário conseguissem explorar o espaço. A luta do Parque Augusta era exatamente pela preservação de uma dimensão verdejante, com árvores centenárias, e que fica localizada muito ao término do Minhocão. Mas a pressão dos financiadores de campanha e a histórica venda da cidade para o mercado imobiliário, novamente, foram fortes do que decisões voltadas às reais demandas dos cidadãos.
Mas, calma. São Paulo agora possui um outro parque, um feito inteiramente de asfalto, localizado em uma região com um processo de gentrificação intensificado, e que é usado porquê espaço de consumo gourmet, com preços muito longes do orçamento dos moradores de classe média-baixa que estão no entorno.
Resumindo: um parque para Higienópolis ter porquê seu.
P notável que o prefeito utiliza a bandeira do "recta à cidade" para fabricar cada vez espaços para os jovens da escol branca de São Paulo. S meio é agora o novo fim, que tanto agrada ao mercado imobiliário e pouco diz aos residentes da região.
S que é intrigante é que essa decisão vai totalmente contra o que se defende dentro do concepção de "recta à cidade". Não se está falando em inclusão, mas sim em uma exclusão das pessoas que já são excluídas do sistema e ampliação de áreas para um público interessado no consumo crescente e extremamente elitizado.
Agora, se o prefeito realmente se importa com o "direto à cidade", pergunto: quantas vezes ele consultou sua própria coordenadoria para o tema sobre o matéria? S que ela disse? E por que assinar o decreto com o secretário de Desenvolvimento Urbano, que pelo diz o título do seu incumbência, está associado às necessidades do mercado imobiliário?
Participei de uma reunião com o prefeito em 2015 justamente para discutir sobre o tema do Minhocão com diversas secretarias presentes, incluindo a Secretaria de Saúde. Mas a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, e sua Coordenação de Promoção do Direito à Cidade, porém, não estavam lá. E sequer ficaram sabendo da conversa. De concordância com nota da própria prefeitura, "o prefeito ressaltou que qualquer decisão sobre a estrutura, do qual prazo vai até o final da próxima dez, deverá ser acompanhada de medidas mitigadoras para evitar a expulsão da população de baixa renda que vive naquela região". Se isso é real, onde estiveram a secretaria e a coordenação em toda essa discussão? Elas deram qualquer parecer? Se isso é realmente bom para a cidade, pelo ponto de vista de direitos, cadê a participação deles nesse processo?
No término, o que se parece é que para essa gestão a efeméride é importante do que o próprio fazer. A geração da coordenação (que é um lucro para a cidade!), por exemplo, é importante só porquê ato, não porquê ação. S mesmo acontece com esse decreto: escolher uma vida de concreto armado porquê parque é lindo aos olhos, mas horríveis para a cidadania.
Parque de concreto, não, obrigado!
Também no HuffPost Brasil: Fonte: HuffPost Brasil
Em 9 de Março de 2016, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, decretou que a via elevada que corta o meio da cidade deve ser considerada porquê um parque, tendo o mesmo status que áreas arborizadas e de lazer da cidade. Segundo ele próprio, isso é uma ótima ação, pois agora se poderá ter uma zeladoria e um recomendação gestor.
Repare: isso tudo em uma via de concreto armado.
Não é preciso ir muito longe para lembrar que um parque que já estava pronto foi recusado à cidade para que empreiteiras e o mercado imobiliário conseguissem explorar o espaço. A luta do Parque Augusta era exatamente pela preservação de uma dimensão verdejante, com árvores centenárias, e que fica localizada muito ao término do Minhocão. Mas a pressão dos financiadores de campanha e a histórica venda da cidade para o mercado imobiliário, novamente, foram fortes do que decisões voltadas às reais demandas dos cidadãos.
Mas, calma. São Paulo agora possui um outro parque, um feito inteiramente de asfalto, localizado em uma região com um processo de gentrificação intensificado, e que é usado porquê espaço de consumo gourmet, com preços muito longes do orçamento dos moradores de classe média-baixa que estão no entorno.
Resumindo: um parque para Higienópolis ter porquê seu.
P notável que o prefeito utiliza a bandeira do "recta à cidade" para fabricar cada vez espaços para os jovens da escol branca de São Paulo. S meio é agora o novo fim, que tanto agrada ao mercado imobiliário e pouco diz aos residentes da região.
S que é intrigante é que essa decisão vai totalmente contra o que se defende dentro do concepção de "recta à cidade". Não se está falando em inclusão, mas sim em uma exclusão das pessoas que já são excluídas do sistema e ampliação de áreas para um público interessado no consumo crescente e extremamente elitizado.
Agora, se o prefeito realmente se importa com o "direto à cidade", pergunto: quantas vezes ele consultou sua própria coordenadoria para o tema sobre o matéria? S que ela disse? E por que assinar o decreto com o secretário de Desenvolvimento Urbano, que pelo diz o título do seu incumbência, está associado às necessidades do mercado imobiliário?
Participei de uma reunião com o prefeito em 2015 justamente para discutir sobre o tema do Minhocão com diversas secretarias presentes, incluindo a Secretaria de Saúde. Mas a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, e sua Coordenação de Promoção do Direito à Cidade, porém, não estavam lá. E sequer ficaram sabendo da conversa. De concordância com nota da própria prefeitura, "o prefeito ressaltou que qualquer decisão sobre a estrutura, do qual prazo vai até o final da próxima dez, deverá ser acompanhada de medidas mitigadoras para evitar a expulsão da população de baixa renda que vive naquela região". Se isso é real, onde estiveram a secretaria e a coordenação em toda essa discussão? Elas deram qualquer parecer? Se isso é realmente bom para a cidade, pelo ponto de vista de direitos, cadê a participação deles nesse processo?
No término, o que se parece é que para essa gestão a efeméride é importante do que o próprio fazer. A geração da coordenação (que é um lucro para a cidade!), por exemplo, é importante só porquê ato, não porquê ação. S mesmo acontece com esse decreto: escolher uma vida de concreto armado porquê parque é lindo aos olhos, mas horríveis para a cidadania.
Parque de concreto, não, obrigado!
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