‘Ele sofreu muito, mais que um estuprador’, diz família de jovem Minas Gerais

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“Ele sofreu muito, mais que um estuprador”, disse um familiar de Patrick, que prefere não ser identificado. O jovem, que tinha 15 anos e transtornos mentais, foi torturado e morto em junho deste ano, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo o parente, o rapaz era tranquilo, carinhoso e sofreu muito.

Uma mulher suspeita do delito foi presa nesta segunda-feira (17). Outras três pessoas já tinham sido presas em data anterior. As informações e motivação do delito foram divulgadas pela Polícia Social em entrevista coletiva nesta terça-feira (18).

Segundo a delegada responsável pelo caso, Adriana das Neves Rosa, houve disseminação de boatos que a vítima teria tentando desmandar de outras crianças, o que não foi confirmado.

“Essa vítima, esse jovem de 15 anos, foi morto em seguida notícias através de crianças de que ele teria tentado cometer alguns abusos sexuais contra algumas crianças, o que não foi minimamente comprovado”, reforçou a delegada.

De convenção com familiares, Patrick já foi vítima de agravo sexual cometido por um vizinho, quando ele tinha oito anos de idade. O suspeito chegou a ser recluso, mas foi solto e, mesmo com medida protetiva, continuava por perto.

Ainda segundo os parentes, em seguida o estupro, Patrick mudou, se fechou, quase não falava, e, em seguida qualquer tempo, a mãe resolveu levá-lo ao psiquiatra, quando foi diagnosticado com um transtorno.

A família dele explica que o afronta pelo qual foi indiciado nunca foi provado e que os pais das supostas vítimas não quiseram fazer revista para fundamentar o delito.

Policia Social deu detalhes sobre o delito nesta terça-feira. — Foto: Divulgação/ Policia Social

A delegada responsável pelo caso confirmou que Patrick foi diagnosticado com detença mental e transtorno de afetividade, sendo que a mentalidade dele podia ser equiparada a de uma muchacho. Os vídeos recuperados pela Policia Social com as torturas mostram, nitidamente, que ele era uma párvulo, segundo a delegada.

“O que esses autores fizeram com essa garoto foi uma perversidade, não foi justiça com as próprias mãos, não chega nem próximo de justiça, foi uma crueldade”.

As agressões começaram na tarde do dia 3 de junho, no bairro Vila Aparecida, na Região Nordeste de Belo Horizonte, mas o jovem conseguiu fugir com a ajuda de pessoas da comunidade. Já durante à noite, os suspeitos o encontraram e o agrediram novamente. A vítima foi levada para Santa Luzia.

Durante a madrugada do dia 4, o jovem foi torturado e, pela manhã, os suspeitos retornaram com o jovem para o bairro Vila Aparecida, onde foi novamente agredido. Na sequência, eles voltaram para a cidade da Região Metropolitana e executaram o jovem com 12 tiros.

Além dos quatro presos, outras três pessoas foram indiciadas pelos crimes, sendo que três por homicídio duplamente qualificado, cárcere privado, tortura e estupro, porque forçaram a vítima a simular atos sexuais.

Dentre esses três, a suspeita presa nesta segunda-feira e a dona da morada onde a vítima foi torturada foram indiciadas por fraude processual, por terem adulterado a cena do transgressão.

Outros três suspeitos, pais das crianças supostamente abusadas pela vítima, foram indiciados por lesão corporal, porque também agrediram o jovem.


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