‘Diário de um Banana’ bate José de Alencar e Jorge Amado em bibliotecas de SP

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S noticiarista Jeff Kinney, da série ‘Diário de um Banana’

Os clássicos autores brasileiros Jorge Amado e José de Alencar não foram páreos para o americano Jeff Kinney, plumitivo de Diário de um Banana. Segundo levantamento feito pelas bibliotecas públicas de São Paulo, o primeiro livro da coleção infantojuvenil foi o procurado nas instituições nos três últimos anos. Em 2012, a publicação foi emprestada 4.823 vezes, enquanto Capitães da Areia, de Amado, no segundo lugar, passou nos registros 2.164 vezes. Vidas Secas, de Graciliano Ramos; Til, de José de Alencar; e Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida, ficaram entre o terceiro e o quinto lugar do ranking naquele ano, respectivamente.

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No ano seguinte, Til, de Alencar, subiu para a segunda posição, seguido por A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak. Já em 2014, os autores brasileiros foram derrubados pelo best-seller de Zusak, que ocupou o segundo lugar.

Zusak, Kinney e o romântico Nicholas Sparks são os únicos autores estrangeiros contemporâneos a figurar entre os dez primeiros lugares da lista, dominada por livros clássicos, leituras geralmente solicitadas por grandes vestibulares, porquê a Fuvest. Em 2012, murado de 89.000 livros foram emprestados pelas bibliotecas públicas paulistanas, número que caiu para 76.000 em 2014.

No ano pretérito, os dez livros emprestados foram, respectivamente, Diário de um Banana; A Menina que Roubava Livros; Til; Capitães da Areia; Viagens na Minha Terra (Almeida Garrett); Memórias de um Sargento de Milícias; S Cortiço (Aluísio Azevedo); Vidas Secas; Diário de uma Paixão (Sparks) e Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis).

Os dados foram fornecidos pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, por meio do Sistema Municipal de Bibliotecas, constituído de 106 bibliotecas em toda capital paulista.

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Confira trechos dos livros da série 'Diário de um Banana'

1 de 7

Diário de um Banana

Setembro

Terça-feira

Em primeiro lugar, quero esclarecer uma coisa: isto é um LIVRO DE MEMÓRIAS, não um diário. Eu sei o que diz na capote, mas, quando a mamãe saiu para comprar essa coisa, eu disse ESPECIFICAMENTE que queria um caderno sem a termo “diário” escrita nele.

Ótimo. Tudo que eu preciso é que um idiota me pegue com leste livro e entenda incorrecto. A outra coisa que eu quero esclarecer agora mesmo é que isso foi teoria da minha MÃE, não minha. Mas se ela acha que eu vou ortografar meus “sentimentos” cá ou coisa do tipo, ela está louca. Então, só não espere que eu seja todo “Querido Diário” isso, “Querido Diário” aquilo.

A única razão de eu ter aceitado isso é porque imagino que, para a frente, quando eu for rico e famoso, vou ter coisas melhores para fazer do que permanecer respondendo a perguntas bestas o dia inteiro. Daí leste livro vai vir a calhar.

Como eu disse, um dia vou ser famoso, mas por enquanto estou recluso no ensino fundamental com uma cambada de débeis.

 

Fonte: VEJA Meus Livros - VEJA.com