Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

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Dia 11 de fevereiro é o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência. A data comemorativa foi instituída em 2016 pela Unesco com o objetivo de promover o debate, análises e ações voltadas ao aumento da presença feminina na ciência e tecnologia em todos os níveis da curso. O foco são as ciências exatas e engenharias nas quais a presença feminina é menor.

Mesmo as mulheres que sobressaíram nessas áreas receberam pouco destaque na divulgação dos seus trabalhos, criando no imaginário popular a noção de que elas não participam da dimensão científica. Para comemorar levante Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, fizemos uma lista de mulheres marcantes nesses saberes.

Maria Winkelmann (1670-1720) 

Fonte: Esther Polak/Reprodução
Manancial: Esther Polak/Reprodução

Maria Winkelmann foi uma astrônoma alemã pioneira. Em 1702, ela se tornou a primeira mulher a desenredar um novo cometa, mas a invenção foi publicada pelo seu marido Gottfried Kirch no nome dele. Anos mais tarde, já viúva, ensinava Astronomia para seu fruto, quando foi aposentada compulsoriamente pelos membros da Ateneu de Ciências de Berlim por ter assumido “um papel proeminente”.  

Alice Augusta Ball (1892-1916)

Fonte: Wikimedia Commons
Manadeira: Wikimedia Commons

Primeira mulher e primeira afro-americana a receber um mestrado na Universidade do Havaí, Alice Ball desenvolveu um tratamento inovador para a hanseníase, mas morreu jovem, antes de publicar sua pesquisa que salvou inúmeras vidas. Somente neste ano seu trabalho foi reconhecido, e criado o Dia de Alice Ball (29 de fevereiro).

Marie Curie (1867-1934)

Fonte: Insider Storie/Reprodução
Manadeira: Insider Storie/Reprodução

A polonesa Marie Curie foi pioneira nos estudos da radioatividade, chegando a adoecer por se expor à radiação. Depois de deslindar os elementos polônio e rádio, tornou-se a primeira mulher a lucrar um prêmio Nobel, e também a primeira pessoa no mundo a conquistá-lo duas vezes, e em diferentes áreas do conhecimento, Física e Química.

Rosalind Franklin (1920-1958)

Fonte: US National Library of Science/Reprodução
Nascente: US National Library of Science/Reprodução

Grande secção do conhecimento científico utilizado hoje no combate à pandemia do coronavírus teve início com a química e pesquisadora britânica Rosalind Franklin, primeira pessoa a entender a estrutura molecular do DNA. Porém, o Prêmio Nobel de Medicina de 1962, facultado aos cientistas Watson, Wilkins e Crick pela invenção da dupla hélice, ignorou completamente Rosalind, falecida quatro anos antes.

Lise Meitner (1878-1968)

BerlinCompanion/Twitter/Reprodução
BerlinCompanion/Twitter/Reprodução

Quando o germânico Otto Hahn ganhou o Prêmio Nobel de Química em 1944, seu exposição mal mencionava o papel fundamental de sua parceira Lise Meitner na invenção da fissão nuclear. Por ser mulher e judia, a física não teve seu trabalho reconhecido, sendo posteriormente chamada a participar do fatídico Projeto Manhattan, mas recusou-se por não admitir que sua geração fosse usada para edificar uma explosivo atômica.

Grace Hopper (1906-1992)

Fonte: Tophat/Reprodução
Manancial: Tophat/Reprodução

Grace Hopper é uma das primeiras programadoras da era da computação moderna. Fez curso na Marinha Americana e participou da geração do primeiro computador (UNIVAC) e da linguagem COBOL. Ao desmontar um enorme computador para procurar um defeito, achou uma mariposa morta, cunhando o termo “bug”.

Katherine Johnson (1918-2020)

Fonte: NASA/Reprodução
Nascente: NASA/Reprodução

A história da matemática, física e investigador espacial setentrião-americana Katherine Johnson inspirou o filme Estrelas Além do Tempo de 2017. Porquê no nome original da obra, Katherine foi uma “figura escondida” pelo vestimenta de ser mulher na ciência e negra. Durante seus 33 anos de NASA foi líder de cálculos e até “computador humano” quando necessário para as missões espaciais.

Chien-Shiung Wu (1912-1997)

Fonte: Brown University/YouTube/Reprodução
Nascente: Brown University/YouTube/Reprodução

A física chinesa Chien-Shiung Wu ficou famosa por contrariar um princípio da Física espargido porquê “conservação de paridade”. A invenção resultou num Prêmio Nobel em 1957, facultado exclusivamente aos seus colegas de pesquisa Tsung-Dao Lee e Chen-Ning Yang. O livro de Chien-Shiung,  Beta Decayé considerado a “bíblia” da física nuclear.

Sally Ride (1951-2012)

Fonte: Bettmann/Getty Images/Reprodução
Manadeira: Bettmann/Getty Images/Reprodução

Sally Ride foi a primeira setentrião-americana e a terceira mulher a deixar a atmosfera terrestre (em seguida as russas Valentina Tereshkova e Svetlana Savitskaya). Usou sua experiência porquê astronauta para atuar porquê CAPCOM (controladora terrestre) da segunda e terceira missões do ônibus espacial, e ajudou a desenvolver o famoso braço robótico do espaço de fardo.  

Meninas brasileiras na ciência

Fonte: Meninas Cientistas/Instagram/Reprodução
Nascente: Meninas Cientistas/Instagram/Reprodução

E para que a lista não fique com faceta de enciclopédia, vamos lembrar que temos, sim, meninas cientistas. E brasileiras. A gaúcha Isabela Dadda desenvolveu um larvicida originário contra o Aedes aegypti. A paraense Francielly Barbosa inventou um processo de usar sementes de açaí para fazer tijolos. 

Fonte: Meninas Cientistas/Instagram/Reprodução
Manancial: Meninas Cientistas/Instagram/Reprodução

Mas elas não são únicas. Aproveite levante 11 de fevereiro para debater, saber e aplaudir essas heroínas. Fazer com que suas ideias sejam ouvidas hoje significa repensar o pretérito e edificar um horizonte melhor. 


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