Debate: Adversários miram ataques a vice-líder na disputa em BH

Alexandre Kalil, Sargento Rodrigues, Reginaldo Lopes, Marcelo Álvaro, Luiz Gustavo, Délio Malheiros, Luís Tibé e João Leite, no debate da Record R7

S debate da Record entre os principais candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte, neste domingo (25), mirou principalmente em propostas, mas não deixou de sobrar embates entre alguns adversários. Logo no primeiro conjunto, o deputado federalista Luís Tibé (PTdoB) provocou o empresário Alexandre Kalil com uma denúncia. 

Tibé lembrou uma pena na Justiça em que Kali foi penalizado em três anos e nove meses de prisão por apropriação de salários de funcionários. S empresário negou a pena à prisão e ironizou o deputado.

— Quem está falando cá é o João Honesto. Ele está réprobo por uso irregular de verba indenizatória, peculato, crimes de enriquecimento. Quem me ataca é o Luis Tibé! Pasmem!

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S candidato e deputado estadual João Leite (PSDB) iniciou o debate perguntando a Luís Tibé qual seria sua proposta para os moradores de áreas de risco. Tibé afirmou que pensa em gerar uma Secretaria de Vilas e Favelas para mourejar com essa secção da população. Na réplica, o tucano disse que pretende gerar o maior programa de regularização de imóveis dessas áreas. Na tréplica, Thibé atacou a atual gestão. 

Kalil escolheu Macelo Álvaro Antônio (PR) para responder sobre a atual situação do Hospital do Barreiro, que ainda não foi disposto para funcionar em plena capacidade. S deputado afirmou que iria procurar os governos estadual e federalista. Kalil, na réplica, preferiu hostilizar a gestão atual pela falta de esforço. 

A política pública direcionada às mulheres foi o tema que Marcelo Álvaro optou por ser respondido por Reginaldo Lopes (PT). Este afirmou que sua vice na placa Jô Moraes (PCdo B) participou de várias comissões que trata da violência contra as mulheres. 

S tema das Umeis (Unidades Municipais de Educação Infantil) foi o escolhido pelo candidato petista Reginaldo Lopes para que o atual vice Délio Malheiros (PSD) fizesse estudo sobre a atual situação de falta de vagas. Ele prometeu 22 unidades e o petista afirmou que com parcerias privadas a teoria não sairia do papel.

Délio Malheiros escolheu o candidato do PMDB, Rodrigo Pacheco, para falar sobre segurança pública, que afirma que uma de suas prioridades. Já Sargento Rodrigues (PDT), escolhido para falar sobre a saúde, sugeriu consórcios intermuncipais. A segurança pública voltou a ser tema no fechamento do conjunto com João Leite, que prometeu integração. 

Segundo conjunto

A segunda secção do debate começou com temas pré-definidos. Os embates recomeçaram com Délio Malheiros atacando João Leite alegando números incorretos divulgados pelo tucano sobre a saúde em BH. 

— Seus programas, você diz que BH investe exclusivamente 5% em prevenção. Na verdade é 21% na atenção primária, nos centros de saúde.

Na discussão pôlemica sobre o Uber versus táxi, o tucano chamou Rodrigo Pacheco para responder. S peemedebista defendeu a valia dos taxistas, mas que a decisão não é do prefeito. 

— Não sou contra o aplicativo, mas temos que proteger os direitos dos taxistas

Já Kalil foi questionado sobre a população de rua e se sabia quantos eram por Pacheco. S empresário mostrou estar informado e disse que tinha projetos de gerar centros de guarida. 

— Segundo a prefeitura, há 1.800 moradores de rua em capital. S grande problema é que a maioria destes estão nas ruas por conta de álcool e drogas

S atual problema sobre focos de febre maculosa na Lagoa da Pampulha foi abordado por Sargento Rodrigues que propôs a retirada das capivaras no lugar. Ao questionar em seguida Reginaldo Lopes sobre mobilidade urbana e atacando o governo do PT sobre a falta de investimento em metrô, o deputado acusou Rodrigues de fazer dobradinha com João Leite, já que o PSDB governou por oito anos e nunca investiu a verba destinada para a ampliação do metrô.

— Eles [PSDB] governaram por 8 anos e não tiveram coragem de enfrentar essa questão

Terceiro conjunto

Os ataques a Kalil voltaram com Rodrigo Pacheco perguntando sobre a mistura entre futebol e política. S empresário se defendeu dizendo que teve processos, problemas financeiros, mas que se orgulha de ser um varão honesto. Na réplica também contra-atacou dizendo que Pacheco gastou R$ 10 milhões em verba indenizatória em um ano. 

S petista Reginaldo Lopes partiu para o ataque contra João Leite (PSDB) afirmando que o paraninfo Aécio Neves criou uma PEC cortando direitos do trabalhador. S tucano respondeu que não foi o PSDB que colocou 12 milhões de pessoas na rua, se referindo ao desemprego no País.

— Quem anda por BH vê pessoas na rua pedindo tarefa. Foram 13 anos devastadores

 

Fonte: R7 - Gerais