Da cadeira de rodas rumo aos 5 km!

Ponto de partida: Hospital do Servidor Estadual, São Paulo, dia 28 de maio de 2008. Neste dia, fui diagnosticada com um abscesso cerebral em decorrência do lúpus. "Talvez ela nunca ande, talvez ela tenha que viver porquê um vegetal", disseram os médicos.

Do primeiro diagnóstico até hoje foi uma marcha muito longa: 74 dias internada, três meses na cadeira de rodas e a perda de estabilidade porquê resultado.

dia da alta
Fotos do dia da subida 11/08/2008

Houve também a fisioterapia na leito, os primeiros passos com o andador, as ginásticas na rossio. Mas também teve muita vontade de viver, muita alegria, muita dança no sofá.

Durante esses sete anos, entre a invenção do lúpus e a marcha dos 5 km, aconteceu muita coisa: cai algumas vezes, mas nunca desisti. Desistir nunca foi uma termo usada na minha vida. Tenho a espírito competitiva, mas a competição é comigo.

Cadê aquela moçoila?
Que mesmo desanimada estava animando o mundo
Que lutava por tudo
Aquela moçoila guerreira, sorridente?!
Sim ainda estou sorrindo, mas é só pra deixar as pessoas felizes!
25/09/2008


Cheguei a ouvir de algumas pessoas "você não está se esforçando muito?!", "você poderia estar descansando" ou até mesmo "poderia ter tentado a aposentadoria por invalidez". Mas a voz da minha mãe, das fisioterapeutas, dos amigos dizendo para eu não desistir sempre foram altas do que aquelas que queriam me colocar para grave!


"Não lembro dos meus primeiros passos, mas acho que ninguém lembra, mas a sensação de permanecer de pé, só com o andador foi indescritível. Meus passos ainda não são firmes e decididos porquê os de antigamente, embora eu acredite que tudo vá melhorar!"
12/10/2008


Começo dos treinamentos

Comecei fazendo uma jornada que estava acostumada a fazer na juvenilidade: voltar da escola a pé. São 3 km no totalidade. Fui para o ponto de partida (a escola onde eu estudei a vida inteira) e senti aquele susto de não conseguir, de me decepcionar, mas fui lá e andei.

Conforme fui chegando à rua onde eu morava, comecei a chorar, passou um filme na minha cabeça e fiz 3 km em 1 hora, estava evoluindo muito.

Depois, mudei o lugar de treino para um parque perto de moradia. No primeiro dia de treino dei só uma volta -- o equivalente a 1.525 m em 30 minutos. Gradativamente, fui aumentando a intervalo e diminuindo o tempo.

Uma semana antes da estirão de 5 km, eu consegui fazer 6 km em 2 horas!



A prova dos 5 km

Já me sentia pronta para a prova, precisava estar muito tanto físico porquê psicologicamente. Poderia dar tudo manifesto porquê também poderia dar tudo falso.

Tentei não permanecer ansiosa e fazer uma alimento saudável. Às 6h manhã do dia 25 de outubro eu já estava de pé para a prova, marcada para estrear às 8h.

E lá fomos nós (eu e o meu camarada "incentivador"). A prova fazia secção de uma campanha do Outubro Rosa organizada pela revista Mulher Determinada.

Eu já estava cansada antes mesmo de debutar a prova, mas não ia desistir. Não naquele momento.



Nós fomos os últimos a terminar a jornada, com tempo de ou menos uma hora e meia. Na chegada, uma voluntária da organização me chamou para receber a premiação "por ser uma mulher determinada e estar de parabéns pela minha luta".

podium

Eu ainda não sei descrever a sensação de estar no podium. Às vezes, acho que era uma outra pessoa que estava na cadeira de rodas sete anos detrás!

"Embora ninguém possa voltar detrás e fazer um novo prelúdios
todos nós podemos encetar agora e fazer um novo término"
- Chico Xavier


Nesses anos eu descobri uma força que eu não sabia que eu tinha. Eu aprendi a ter paciência, a ser um pouco menos ansiosa, a não exigir demais de mim.

Espero ainda aprender muito e bora para os 10 km!

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Fonte: HuffPost Brasil