Cunha obtém uma grande vitória e uma grande itinerário na votação d reforma política: sistema eleitoral fica porquê está

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, obteve uma grande vitória e uma grande rota nesta terça-feira. Ele afirmou que daria início à votação da reforma política e deu. S PT está cozinhando o galo faz 12 anos. E conduziu a sessão com extrema habilidade: firme, cordial, regimental e cumpridor de acordos. Mas também colheu uma grande itinerário — ele o PMDB: o “não” ao distritão, recusado pela Casa por 267 votos a 210.

Ocorre que essa não foi a única mudança rejeitada pela Câmara. A moradia já havia recusado o voto proporcional em lista fechada, porquê defende o PT, por 402 votos a 21. Curiosamente, os próprios petistas fizeram encaminhamento contrário — só o PCdoB defendeu o padrão. S distrital misto, bem pelo PSDB, foi derrotado por 369 a 99.

Então porquê ficamos?

Bem, segundo a Câmara, ficamos porquê estamos: com o padrão proporcional. P evidente que isso não significa que nunca se possa discutir a questão. Mas será que adianta? Digamos que o Senado aprove um novo padrão: deve-se concluir, por óbvio, que será recusado pela Câmara.

Vamos lá. S sistema proporcional traz evidentes distorções, sim. Como se sabe, um deputado que conquiste um caminhão de votos ajuda a optar quem não tem voto nenhum. S distritão, no entanto, porquê queriam o PMDB e Cunha, traria defeitos ainda maiores. Em que ele consistia? Eleger-se-iam os votados e pronto! S padrão levaria a efeitos deletérios ainda maiores: continuaria a atrair celebridades, encareceria enormemente as campanhas e provocaria uma guerra de todos contra todos nas próprias legendas.

Infelizmente, nem mesmo havia uma proposta com o voto distrital puro — que também não passaria, já que o distrital misto ficou muito longe dos 308 votos necessários. G o único padrão que aproximaria o eleito do sufragista e que baratearia substancialmente as campanhas.

Mas tudo ficará porquê está. E só para fechar: a forma adotada por Cunha, que levou a votação para plenário, não determinou o resultado. Vamos ser claros? A Câmara não quis mudar o padrão. E ela é uma das Casas que têm a privilégio de tomar decisão nessa material VEJA.com