Conheça mitos e verdades sobre a epilepsia
Distúrbio neurológico que acomete um entre cada 100 indivíduos, a epilepsia tem, em metade dos casos, pretexto desconhecida. 75% das ocorrências se dão ainda na puerícia. Para esclarecer dúvidas quanto a essa transtorno, o Dr. Luiz Daniel Cetl, neurocirurgião profissional em epilepsia, elenca alguns mitos e verdades sobre a doença.
- Existem dois tipos de crises da epilepsia: crises parciais (simples e complexas) e crises generalizadas?
Verdade. Nas crises generalizadas, as descargas elétricas anômalas acometem o cérebro porquê um todo, causando a perda de consciência e sintomas que variam de abalos de todo o corpo, ura tônica, e até atonia (onde há um relaxamento global de todos os músculos). Nas crises parciais, exclusivamente uma porção do cérebro é assaltado, sendo que levante tipo é dividido em: parciais simples, com sintomas exclusivamente motor, visual ou de mal-estar, sem afetar a consciência; e crises parciais complexas, quando há acometimento do controle motor ou visual e também alguma diferença na consciência, mas não a sua perda, porquê acontece com as crises generalizadas.
- Entre os tipos de crises, temos também a crise de exiguidade, a paragem comportamental e, vasqueiro, o estado de mal epiléptico, que tem, cada uma delas, suas características específicas?
Verdade. A crise de escassez é caracterizada pela curta duração que pode ser de décimos de segundo e pode se repetir de uma vez ao dia e mesmo pessoas próximas não conseguem identificá-la. A paragem comportamental é caracterizada porquê uma crise parcial complexa e muito frequente, em que o paciente fica parado, com o olho arregalado, porquê se estivesse fora de si e, o terceiro tipo é o estado de mal epiléptico, o grave de todos pois há uma ativação contínua dos neurônios desfuncionantes, que emitem sinais atípicos ou irregulares, de maneira interrupta, podendo motivar lesões cerebrais.
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- A crise epiléptica é o único sintoma da epilepsia?
Mito. A crise epiléptica ocorre quando o sujeito perde a consciência e cai no pavimento, apresentando contrações musculares em todo o corpo. Mas os sintomas da epilepsia vão depender da localização do foco epiléptico, ou seja, de onde se originam as crises. Se, por exemplo, estiver próximo à extensão motriz, provavelmente o sintoma será ilustrado pelo surpresa do membro que essa região coordena. Se relacionada à dimensão visual, poderá ser caracterizado pela modificação da visualização de cores. Existem outros sintomas, muitos até despercebidos por seus portadores e pessoas próximas a eles. Muitos pacientes sentem somente um mal-estar na boca do estômago, o que também pode sinalizar uma crise, mas, justamente por ser ignoto e simples, levante sintoma pode passar despercebido.
- Ao se deparar com uma pessoa tendo uma crise epiléptica, deve-se colocar a mãe na boca e segurar a língua para que ela não engasgue?
Mito. A recomendação é que, nos casos graves, quando o paciente tem contrações musculares e cai no soalho, o ideal é afastá-lo de objetos e móveis que possam machucá-lo, deixá-lo se debater livremente até que a crise passe. Não se deve colocar a mão ou o dedo na boca do paciente e, porquê há salivação intensa, manter o corpo de lado para evitar que o paciente se sufoque com a própria seiva. Em casos de crises repetitivas a emergência deve ser acionada imediatamente.
- Paciente de epilepsia não consegue levar uma vida normal, devido às crises da doença?
Mito. S paciente com epilepsia deve seguir com suas atividades normalmente. F exemplo de grande ícones e personalidades mundialmente conhecidas, porquê Vincent van Gogh, Fiódor Dostoiévski e Machado de Assis, o portador da síndrome pode e deve trabalhar, se divertir, integrar-se socialmente e, sem preconceitos, medos ou estigmas, matrimoniar e ter filhos.
- S tratamento da epilepsia pode ser medicamentoso ou cirúrgico?
Verdade. S tratamento convencional para a epilepsia é por via medicamentosa, com uso das chamadas drogas antiepilépticas (DAE), eficazes em muro de 70% dos casos (há controle das crises) e com efeitos colaterais diminutos. Quando não há controle destes sintomas, outros tratamentos possíveis são a cirurgia e a estimulação do nervura vago. No entanto, exclusivamente um profissional, analisando o caso, poderá indicar o tratamento favorável para o paciente.
Fonte: Vida