Começa nesta sexta a mostra ‘Move Concreto! Vídeo dança pela cidade’

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Até 4 de outubro, sempre às quintas e sábados, às 18h, os trabalhos serão exibidos e haverá bate-papo com os artistas neles envolvidos

Porquê tantos outros idealizados para intercorrer no curso desde 2020, a mostra “Move Concreto! Vídeo dança pela cidade” teria a sua segunda edição realizada de modo presencial, dentro da diretriz que a iniciativa propõe desde o seu embrião, ou seja, circundar por centros culturais de diversas regiões da capital mineira. Mas, enfim, veio a pandemia, e não deu. A partir desta sexta-feira, e até o dia 4 de outubro, porém, a empreitada  do Grupo Contemporâneo de Dança Livre acontece de modo virtual, com um programação que abarca a exibição de dez videodanças selecionadas a partir de um edital, publicado em março, além de dois trabalhos internacionais convidados. A grade contempla, ainda, bate-papos com artistas e idealizadores dos projetos - neste caso, as conversas serão exibidas ao vivo pelo meato do YouTube do Grupo Contemporâneo de Dança Livre, realizador da mostra, com aproximação em libras. Um pormenor importante: toda a programação é gratuita.

 

"A pandemia chegou no susto, e, de uma hora para outra, foi necessário se fechar em mansão, parar. Aliás, por conta disso, a gente até estendeu o prazo de letreiro, já que era um momento no qual todo mundo estava ainda se adaptanto à quaretena. E quanto a nós, do grupo, fomos analisando a situação e decidimos que teríamos que reformular a teoria", conta a produtora Duna Dias,  idealizadora da mostra, que tem curadoria da artista e professora Anamaria Fernandes, muito porquê assistência curatorial de Leonardo Augusto. 

 

Mesmo com o revés da Covid-19, Duna conta que a produção ficou muito surpresa com o asssentimento ao chamado. "Recebemos quase 50 trabalhos (candidatos), o que é um número muito significativo, considerando que o nosso recorte era muito específico", pontua ela, lembrando que os candidatos deveriam ser residentes em Belo Horizonte ou demais cidades da região metropolitana. Mas não foi só o número de inscritos que impressionou. "É, de certa forma, um campo novo da dança em BH, e a gente ficou com uma certa incerteza do que receberia. Mas foram trabalhos de tanta qualidade e tão diversos, que foi difícil selecionar", festeja ela. Duna conta que foram inscritas propostas de Santa Luzia, Vespasiano ou Ouro Preto, entre outras. 

 

Cumpre expor que, embora seja a segunda edição da "Move Concreto", a atual difere-se da de estreia pelo subtítulo, que dá o setentrião do que vai ser associado em termos de programação. "Esta é dedicada à videodança, a primeira (edição, em 2017) tinha foco na dança nos espaços públicos, mas não especificamente na video dança, embora tivesse um recorte com essa proposta", lembra Duna. 

 

Realizada em Enumeração , a edição début incumbiu-se de levar boas atrações a espaços públicos. "Criamos um telão traste para permanecer mais fácil nos deslocarmos de uma rossio a outra", rememora Duna, acrescentando que os locais eram escolhidos muito pelo potencial de casar voluntariamente pessoas das cercanias. "A gente já tem uma investigação artistítica de espaços públicos, é um tema que nos interessa muito. Daí, a gente tenta promover um diálogo com produções de outros artistas, na qual a dança seja descentralizada, que possa chegar para além de um teatro convencional no meio da cidade, ao qual poucos vão ter entrada mesmo que a atração apresentada lá seja gratuita - pois quem mora longe tem toda a questão do dispêndio do transporte envolvida. A gente, do Contemporâneo, quer transpor do espaço teatro e estar mais próximo a onde essas pessoas de trajo moram".

 

Se a primeira edição contou com trabalhos do México, Holanda, Colômbia e Estados Unidos, esta terá, entre seus destaques, um espetáculo multinacional: "2mil20" será apresentado hoje, além de no sábado e no domingo. "É uma coprodução do nosso grupo com artistas do Panamá (Cine Bicho), da Costa Rica (Daisy Servigna) e da França (Compagnie Wa·táa)", especifica Duna "E é interessante porque não foi inicialmente pensado porquê video dança. Mas na semana que a gente ia viajar para o Panamá (para os acertos finais), o aeroporto de lá foi fechado". 

 

Por conta disso, todo um trabalho de renovação foi disposto em prátrica. "E o espetáculo, que era para ser apresentado presencialmente, se transforma em video dança, com cada um gravando sua participação em seu país, tendo o corpo relacionado com a câmera. Ao término, penso que foi interessante, pois o que a gente propunha ficou mais poderoso ainda, já que é um trabalho que fala de ciclos, de renovação, de repetição, de desgates que levam a um caos, mas que também acenam com um horizonte: o de que, diante desse esgotamento perante a essa repetição de ciclos, há também uma possibilidade de renovação. Não imaginaríamos passar por essa pandemia. À idade, pensamos: 'E agora? Porquê a dramaturgia vai se manter? Mas sim, ela se manteve. E mesmo que a gente não trate da pandemia dramaturgicamente, de certa forma, ela está lá", pondera a produtora.

 

Evidentemente, não caberia à produtora primar um vídeo pautando-se pelo quesito qualidade, já que todos cá reunidos passaram por um crivo. Mas, pensando no paisagem de um diferencial, ela cita "Ventana", de Luísa Machala, por ter sido elaborado já na pandemia. "Os demais, todos já existiam, realizados no contexto dos espaços públicos. E a Luísa conseguiu falar de espaço público mesmo estando isolada".

 

Pelo vestimenta de racontar com entrada em audiodescrição, ela cita "Pranto", também produção do Grupo Contemporâneo de Dança Livre. "Fizemos em 2017, na Colômbia, mas, nesta edição, ele conta com audiodescrição para as pessoas cegas. Acho isso muito importante, pois nem sempre os vídeos têm (esse recurso), e acho que é um primeiro passo, que a mostra tenha ao menos um. E as conversas, todas vão ter tradução".

 

A mostra, vale expor, acontece sempre às quintas e sábados, às 18h. Cinco encontros virtuais vão discutir os processos de geração das obras e suas relações entre corpo, vídeo e espaço público. As conversas serão exibidas ao vivo pelo meato do youtube do Grupo (https://bit.ly/3m0YooO), com aproximação em libras. Toda a programação é gratuita.

 

As dez video danças ficarão disponíveis no site moveconcreto.com durante toda a mostra. Já "2mil20", somente nos dias 18, 19 e 20.

 

Confira, a seguir o cronograma das conversas com artistas

19/9 – Sábado- 18h: Corpografias em Dança: Relatos de uma cidade Experimentada – Gilberto de Lima Goulart e marÉ – Coletivo Provisórias (Aline Vilela, Francine Leite e Isa Mariah).

24/9 – Quinta- 18h: Con Tato - Samuel Samways e Passinho no Colmado -  Marcus Vieira.

 26/9 – Sábado- 18h: Pai contra mãe: videodança-manifesto - Leandro Belilo e RAIZ – Wallison (Culu). 

1º/10 – Quinta- 18h: Experimento cidades II - Croma em Roma – Cib Maia e Ópio – Léo Garcia. 

3/10 – Sábado- 18h: Primavera en Belo – Cris Diniz e Ventana – Luísa Machala. 

 

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