Comando da PM defende ação na Pampulha e pede ajuda dos pais para conter jovens
O comandante geral da Polícia Militar de Minas, coronel Márcio Sant´Ana, divulgou nota na noite deste sábado (22) em que defende a ação da corporação para coibir depredações e agressões supostamente provocadas por vândalos na Pampulha. Manifestantes reclamam que quem protestava pacificamente foi ferido por uma ação desproporcional da polícia.
— Infelizmente, um expressivo grupo de vândalos se infiltrou no meio dos manifestantes, na altura da Avenida Abraão Caram, e agrediu de forma violenta as linhas de contenção da Polícia Militar, atirando pedras, paus, tijolos e uma grande quantidade de bombas caseiras contra os policiais que estavam ali para proteger os manifestantes.
Segundo o coronel, a linha de contenção montada pelo Batalhão de Choque foi agredida e a reação teria ocorrido quando a situação se tornou insustentável.
— Os policiais militares resistiram no início das agressões, apenas utilizando escudos para se proteger dos objetivos que estavam sendo arremessados contra eles. A reação só ocorreu depois que os manifestantes mais exaltados partiram para cima dos policiais, tornando a situação insustentável, colocando em risco a integridade física de todos.
Segundo o chefe da Polícia Civil, Cylton Brandão, 22 pessoas foram presas até o momento. Elas serão indiciadas por danos ao patrimônio e perturbação da ordem pública.
— Também serão objeto de investigação os fatos que resultaram em lesões corporais em função do arremesso de pedras, paus, bombas caseiras e outros objetos por parte de alguns manifestantes mais exaltados.
O Governo de Minas Gerais também divulgou vídeos com cenas de ataques à linha de contenção da PM no entorno do Mineirão.
Pelo menos 15 manifestantes ficaram feridos por quedas, estilhaços de bombas e balas de borracha, sendo quatro em estado grave. Quatro militares foram atingidos.
Fonte: R7 - Minas Gerais
