Com “concórdia” com a PM, manifestantes fazem ato tranquilo em BH

Ato começou e terminou na rossio Sete Tarifa Zero/Divulgação

Depois de um primeiro protesto conturbado, marcado por conflitos, ação violenta da Polícia Militar e 61 pessoas detidas, a segunda revelação contra o aumento das passagens de ônibus ocorreu de forma tranquila nesta sexta-feira (14) em Belo Horizonte. Os organizadores fizeram uma espécie de conformidade com a corporação, informando o trajecto e cumprindo, em grande secção, a ordem de não interromper completamente o trânsito em grandes vias da cidade.

A concentração começou no início da noite, no quarteirão fechado da rua Rio de Janeiro, na rossio Sete. De lá, murado de 500 pessoas seguiram pela avenida Afonso Pena até a sede da prefeitura. Três faixas foram ocupadas e uma permaneceu liberada para a passagem de veículos. Os manifestantes deram as mãos e fizeram um cordão de isolamento para prometer que a pista de emergência ficasse livre.

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Em estirão, integrantes do Tarifa Zero e moradores de ocupações urbanas, principalmente a Isidoro, saíram em uma "maratona" pela capital. Passaram pelas avenidas Getúlio Vargas e Cristóvão Colombo, em direção à Savassi. De lá, subiram em direção à rossio da Liberdade e desceram a avenida João Pinheiro, retornando ao ponto de partida: a rossio Sete, principal intercepção de BH.

Conforme a PM, murado de 700 oficiais acompanharam o trajeto durante quase três horas. Nenhuma ocorrência grave foi registrada. No caminho, um varão de 63 anos passou mal em um ônibus durante o congestionamento na Afonso Pena e morreu. Segundo o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), a vítima sofreu um mal súbito.

Ato de quarta começou pacífico

S ato de quarta-feira começou pacífico, por volta de 18h, na av. Afonso Pena, em direção à rossio Sete, no meio da cidade. No entanto,  perto da rossio Afonso Arinos, na esquina com a avenida Augusto de Lima, houve confronto. Parte dos participantes tentaram se refugiar em um hotel localizado na rua da Bahia, entre a avenida Augusto de Lima e Afonso Pena e acabaram cercados e detidos sob a denúncia de dano contra o patrimônio. De combinação com o comandante do Batalhão de Choque, tenente-coronel Gianfranco Caiafa, a direção do hotel pediu esteio policial e foi necessário reagir contra o grupo que impedia a saída dos presos.

— S que é violência para eles, não é para nós. Para gente, é força lítico. Eles estavam dificultando a gente a transpor com os detidos e precisamos usar a força. As pessoas ficam horrorizadas, mas se não tiver jeito, a força tem que ser usada, foi totalmente necessário. A gente não queria, tentamos negociar o tempo todo, mas não tinha outra saída.

Ainda segundo ele, o disparo de balas de borracha começou em resposta às pedras que teriam sido arremessadas pelos manifestantes em direção aos policiais. 

— A gente também respira o gás de pimenta, não temos prazer nenhum em usar a força.

Fonte: R7 - Gerais