Circunstâncias da vingança e discussão sobre identidade movem magnífico “Memórias Secretas”

Foto: Divulgação

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De quando em quando surgem aqueles filmes que, além de surpreender, arrebatam a audiência. “Memórias Secretas”, novo filme do egípcio naturalizado canadense Atom Egoyan, é um desses filmes.

Para além do plot original e criativo, em que um nonagenário vingador e desmemoriado tenta ajustar as contas com o pretérito, o filme se organiza porquê um thriller de estupenda eficiência revelando camadas a cada novidade cena. S filme de Egoyan sobeja, ainda, no quesito humanidade. S que se vê na tela atinge o testemunha em pleno provocando conflitos e reavaliações à medida que o protagonista vivido por Christopher Plummer se aprofunda em sua caça.

A caça em questão é pelo nazista responsável pela morte de seus familiares em Auschwitz. Plummer dá a seu Zev Guttman um misto de fragilidade e obstinação que cativam o público de repentino. A teoria de fugir do asilo em que está internado e perseguir América adentro levante nazista que imigrou para os EUA embuçado de judeu secção de seu colega e colega de asilo Max Zucker (Martin Landau). Eles compartilham do pretérito trágico e têm leste nazista em generalidade.

Egoyan filma tudo com a devida reverência ao roteiro de Benjamin August que vai iluminando aos poucos a verdade sobre a saga de Zev e agregando brilhantismo a cada novidade revelação.

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Subterrânea à trama principal, Egoyan aloja uma interessantíssima discussão sobre identidade e a ulceração desta pela fuga da memória.

Egoyan, que apresentava uma irregularidade inquietante na período americana de sua filmografia, ostenta cá seu melhor filme em duas décadas. Desde o elogiado e premiadíssimo “S Doce Amanhã” seu cinema não surgia tão vigoroso e oxigenado.

“Memórias Secretas” é daqueles filmes que se impregnam no testemunha depois a sessão. Em uma estação de grande volatilidade e superficialidade no cinema americano, um filme capaz de provocar levante impacto, do que testemunhado, merece ser comemorado.

 

Fonte: Cineclube por Reinaldo Glioche – iG Cultura