Cineclube por Reinaldo Glioche – iG Cultura » “If Beale Street Could Talk”, novo de Barry Jenkins, promete ser cult momentâneo

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Cena do novo filme de Barry Jenkins, "If Beale Street Could Talk"

Cena do novo filme de Barry Jenkins, “If Beale Street Could Talk”

Sabe aquele sentimento de quando você se depara com um cult momentâneo? “If Beale Street Could Talk”, novo filme de Barry Jenkins suscita esse tipo de expectativa. O novo filme do diretor de “Moonlight – Sob a Luz do Luar” recorre à mesma trova, à mesma introspecção para abordar o racismo na América do oscarizado predecessor, mas com uma dinâmica inortodoxa, por meio de uma história de paixão.

Fundamentado na obra do redactor americano James Baldwin, um intelectual preto inconformista que se imortalizou porquê um das vozes mais potentes contra o racismo institucionalizado nos EUA (para conhece-lo melhor recomenda-se o filme “Eu Não Sou Seu Preto”), “If Beale Street Could Talk” acompanha Tish (Kiki Layne), que está pejada, e sua desesperada luta para tirar o marido Fonny (Stephan James) da prisão, onde ele está por um delito que não cometeu e muito por culpa da cor de sua pele.

A opção, estética e narrativa de Jenkins, por ressaltar a formosura em uma história tão triste e comemorar a resiliência de seus personagens parece ser um dos pontos fortes de seu filme que ganhou saudação da sátira e do público no último festival de Toronto. Por enquanto, ainda não há distribuição garantida no Brasil, o que deve mudar com a proximidade da temporada de premiações.


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