Chuvas ainda não aliviam a seca em Minas 

Situação do reservatório de Três Marias é o baixo já registrado Cemig/Divulgação

O início do período chuvoso em Gerais ainda não trouxe mudanças significativas para o cenário de seca registrado em boa parte do Estado. Segundo especialistas ouvidos pelo , as chuvas registradas ao longo deste mês de outubro foram insuficientes para o reabastecimento de rios e reservatórios de água e, em alguns locais, o nível continua baixando rapidamente.  

De acordo com a Copasa (Companhia de Saneamento de Gerais), o nível de alguns rios e barragens do Estado continua abaixo da média, como é o caso do sistema Paraopeba, que atende parte da região metropolitana de Belo Horizonte. "As barragens do sistema Paraopeba, mesmo com as chuvas dos últimos dias, continuam 30% abaixo do volume esperado para o período", informou por meio de nota.   

Já o sistema do Rio das Velhas, que também atende a Grande BH, teve seu volume de água praticamente recuperado com as últimas chuvas, conforme levantamento da Copasa. Entretanto, em relação ao restante do Estado, a empresa não informou a situação dos mananciais, mas garantiu que não há risco de desabastecimento e que, apenas cinco municípios mineiros apresentam alguma intermitência no serviço.   

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Mas, segundo o gerente de planejamento energético da Cemig (Companhia Energética de Gerais), Marcelo de Deus, a situação no interior de permanece crítica, especialmente na hidrelétrica de Três Marias, instalada no rio São Francisco, e responsável pelo abastecimento de alguns municípios da região norte. Nesta sexta-feira (31), o reservatório tinha apenas 2,97% de água em relação à sua capacidade total, o pior índice já registrado. 

— Nós tivemos muitas pancadas isoladas, mas ainda é muito pouco para se pensar em aumento da vazão do rio. Para que isso aconteça é preciso que haja a enxurrada e nas bacias hidrográficas isso demora a acontecer porque ela é formada de vegetação e solo que infiltram a água. Somente depois que o solo está saturado é que parte da água da chuva começa a escoar para os cursos d'água.   

Outro reservatório que está com nível muito baixo em é o da na Usina Hidrelétrica de Camargos, localizada no rio Grande, altura do município de Itutinga, no sul de . Segundo Marcelo de Deus, o volume de água na represa está próximo de 0% e a geração de energia deve ser completamente interrompida já nos próximos dias.  

Entretanto, segundo o especialista, o problema maior não está na questão energética, mas no abastecimento de municípios que dependem da vazão de água das represas. Mas, em ambos os casos, as prefeituras juntamente com a Cemig, Ana (Agência Nacional de Águas) e ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) realizaram obras no sentido de adequar a captação de água de cidades à realidade dos reservatórios.  

Volume de chuva

Segundo o meteorologista do Centro de Climatologia Tempo Clima/PUC , Claudemir Felix, nas regiões central e leste do Estado o volume de chuva registrado neste mês de outubro ficou acima da média. Entretanto, nas demais regiões de , choveu abaixo do esperado para esta época do ano, especialmente nas regiões oeste, Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro, onde o volume não atingiu nem a metade da média histórica. A expectativa é de que a situação melhore neste mês de novembro, quando a quantidade de chuva aumenta consideravelmente no Brasil.

 

Seca prolongada em baixou o nível de várias lagoas região metropolitana de Belo Horizonte.

 

Fonte: R7 - Gerais