CARTAZ ERRADO: PROFESSOR AGIU CORRETAMENTE?

Caiu na internet e virou um sucesso da noite pro dia: um professor verificou um erro em um anúncio publicitário e tentou comprar quatro aparelhos celulares por R$ 4,00.

O cartaz da loja oferecia a seguinte promoção:

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O professor Aurélio Damião entendeu que cada chip seria vendido por apenas R$ 1,00 e, pelo mesmo preço, ele levaria, também, um aparelho celular. Com R$ 4,00 em mãos, ele quis comprar quatro "chips" que "estariam acompanhados" de quatro aparelhos.

Porém, a empresa pretendia oferecer o chip de R$ 1 para os clientes que comprassem um celular pelo preço normal de venda de cada modelo. A gerente informou ao professor que o cartaz estava errado e que a promoção daria direito a apenas um chip pelo valor de R$ 1,00, após a compra de um aparelho.

Uma das vendedoras acusou o professor de "aproveitador", e todos foram parar na delegacia. O caso seria enquadrado no artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor, relacionado à propaganda enganosa.

A direção da loja propôs ao professor um acordo: ele poderia levar apenas um celular por R$ 1,00. Ele resistiu, mas acabou aceitando a proposta, e o impasse foi resolvido.

Faço a vocês a seguinte pergunta: o professor agiu de forma correta? Você teria a mesma atitude?

Como sempre, recebo muitas mensagens, perguntando minha opinião. Portanto, aqui vai.

Eu considero que o senhor Aurélio não agiu de forma adequada. Como professor, eu informaria o erro aos funcionários da loja para que a informação pudesse ser passada corretamente.

Por que o erro seja evidente, e a possibilidade de comprar um celular por apenas R$ 1,00 exista, sabemos que quem acaba pagando pelo problema são os funcionários que escreveram o anúncio; e não a empresa.

Infelizmente, a formação escolar, principalmente em Língua Portuguesa, de diversos gerentes, vendedores e auxiliares de loja não é muito boa. Sabemos que a educação básica no Brasil vai de mal a pior.

Portanto, usar um erro de português para comprar um celular por R$ 1,00 não me parece uma atitude bacana para um educador.

E você, o que acha dessa atitude?

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Fonte: Português de Brasileiro