Caminho do meio, meu ovo

Moderação, silêncio e autocontrole são práticas nobres e devem ser incentivadas. Mas há pessoas que utilizam o tal do “caminho do meio” porquê uma muleta para justificar sua falta de capacidade de realização pessoal ou mesmo sua falta de vontade de dar um passo para fora da zona de conforto. Isso fica muito evidente quando me deparo com pessoas que não querem se tornar veganas, mas não querem que pareça que elas concordam com a violência diária contra animais.
Ao expressar que não consumo zero de origem bicho porque acho injusto matar animais para que eu coma um pedaço de queijo ou para que eu tenha uma novidade opção de xampu, vez ou outra vem a frase: “Ah, mas aí é muito radical. S caminho do meio é sempre o melhor.” Implicitamente, leio nas entrelinhas o seguinte: “Ah, mas aí eu não consigo. S caminho do meio garante meu ovo, meu leite, meu queijo e minhas maquiagens.”
Recentemente, uma figura muito respeitada no Brasil escreveu um cláusula dando a entender que veganos são fanáticos. DeRose, porquê é publicado um dos precursores do ioga no país, disse em seu texto que procura utilizar marcas de ovos e de laticínios orgânicos, para prometer que os animais não sejam maltratados. DeRose é ovolactovegetariano há de 50 anos e continua propagando a teoria de que animais em empresas ditas orgânicas não sofrem e que é excesso trinchar todos os produtos de origem bicho.
Não quero com isso desaprovar ou indicar o dedo para o rabi iogue, finalmente, é a opinião da maior secção dos ovolactovegetarianos acomodados que eu conheço. Respeito e admiro a história do DeRose e todo o sucesso que conseguiu fazendo o que acredita, mas não poderia deixar de referir, já que considero um desserviço à motivo bicho propagar tais ideias equivocadas sobre os derivados animais.
S concepção de caminho do meio faz sentido e deve ser usado em algumas situações. Em uma discussão familiar, por exemplo, o caminho do meio pode ser interpretado porquê “cada um cede um pouco” para o término da discussão. Válido. Agora, falar em caminho do meio enquanto bilhões de animais estão sendo assassinados, acho covarde e injusto.
Se substituíssemos as vítimas por crianças ou cachorros, poucas pessoas teriam coragem de falar em caminho do meio. “Ah, mas deixar de utilizar crianças nos fornos de carvão é fanatismo, é um excesso. S ideal é comprar carvão de empresas que garantam boas condições de trabalho para as crianças.”, “Só compro mesocarpo e derivados de cachorros criados soltos, de gaiolas eu não compro, mas não sou extremista.”, “Meus escravos limpam a plantação de cana mas não falta chuva ou comida, trato muito muito. Sem o trabalho deles a economia não iria para frente, o caminho do meio é o melhor.” Não, né?
Em todas as empresas orgânicas/verdes/boazinhas/irreverentes/coloridas os animais têm um só direcção: a morte. Uns são mortos rápido, porquê aqueles criados para golpe, mesocarpo. Outros são explorados durante toda a vida para ovos e laticínios e depois são vendidos porquê mesocarpo barata, normalmente utilizada em hambúrgueres. Todos morrem, não existe asilo de animais utilizados na indústria.
E o roupa da empresa expor que seus animais são criados soltos não significa que eles tenham uma vida de silêncio, em um terreno verdejante e florido. Normalmente essas empresas exclusivamente tiram as gaiolas e os animais ficam amontoados aos milhares em grandes galpões, produzindo por alguns meses e depois são retirados e mortos. Ainda que fosse um sítio com “visual teletubbie”, envolveria compra e venda de animais, um evidente sinal de escravidão.
Ser vegano não é ser fanático, é ser justo. P óbvio que não é o término da risco ou o topo da evolução humanitária. Adotar o concepção do veganismo em nossa vida é o próximo que podemos chegar do reverência que devemos às outras espécies. E só tem um caminho. E não é o do meio.
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Fonte: Blog Fabio Chaves