Câmara dos EUA aprova acordo e evita calote

iG São Paulo

Projeto de lei deve ser sancionado pelo presidente Barack Obama

A Câmara dos Estados Unidos aprovou, nesta quarta-feira (16), um acordo para elevação do teto da dívida do país. O anúncio do acordo permite a reabertura dos serviços públicos federais.

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A crise teve início em 1º de outubro, quando o governo entrou em paralisação parcial depois que os republicanos da Câmara se recusaram a aprovar um orçamento temporário a menos que Obama concordasse em modificar ou adiar a lei da sua reforma da saúde, conhecida como ObamaCare.

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Na época, cerca de 800 mil funcionários chegaram a ficar de licença forçada e não remunerada, fechando museus, parques nacionais e suspendendo serviços considerados não essenciais. Conforme os dias passavam, e o Congresso continuava em impasse, os Estados e departamentos estabeleceram acordos que possibilitaram a rebertura de alguns serviços e a convocação da maior parte dos funcionários.

Separadamente, os republicanos conservadores também se recusaram a aprovar a elevação do teto da dívida - a capacidade que o Tesouro tem para se endividar e pagar suas contas - deixando o país sob o risco de um possível calote. Isso porque queriam o corte de gastos federais com programas sociais e outros benefícios.

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Banqueiros e especialistas demonstraram preocupação de que, se deputados e senadores não chegassem a um entendimento, a economia mundial poderia, novamente, mergulhar em uma recessão profunda.

Tanto a elevação do teto da dívida quanto o orçamento temporário são medidas geralmente aprovadas rotineiramente no Congresso, mas os republicanos usaram-nas medidas como moeda de troca para impor suas exigências à força. Isso fez com que seus níveis de popularidade entre os americanos caíssem consideravelmente um ano antes das eleições legislativas no país.

Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo