Bolsonaro critica Petrobras e diz que vai zerar imposto federalista no diesel – 18/02/2021

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou a Petrobras pela subida no preço dos combustíveis e disse que vai zerar o imposto federalista do diesel por dois meses. A enunciação foi dada hoje durante live semanal transmitida pelas redes sociais do presidente.

"A partir de 1º de março não haverá qualquer imposto federalista no diesel. Nesses dois meses, vamos estudar uma maneira definitiva de zerar esse imposto até para ajudar a contrabalancear esse aumento excessivo da Petrobras", disse.

Na sequência, Bolsonaro intensificou as críticas ao presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, sem referir o seu nome.

Se você vai pra cima da Petrobras, ela fala: 'opa, não é obrigação minha'. Ou porquê disse o presidente da Petrobras outro dia: 'eu não tenho zero a ver com caminhoneiro, aumento o preço'"

Bolsonaro voltou a repetir que a Petrobras tem autonomia para tomar decisões e que não pode interferir na estatal. Porém, sinalizou que o seu governo pode realizar mudanças na companhia, sem referir quais.

Se muito que alguma coisa vai intercorrer na Petrobras nos próximos dias. Tem que mudar alguma coisa."

Na semana passada, Castello Branco foi ao Palácio do Planalto para uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro e com os ministros Paulo Guedes (Economia), Bento Albuquerque (Minas e Vigor), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Braga Netto (Morada Social) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Em um evento no final de janeiro, o presidente da Petrobras disse que a ameaço de greve de caminhoneiros, que buscava pressionar pela redução de preços do diesel, não era problema da estatal, que pratica preços de paridade internacional. "Nascente é um problema que não é da Petrobras", afirmou Castello Branco, na ocasião.

Procurada pela Reuters, a assessoria da Petrobras disse que não iria comentar as declarações de Bolsonaro.

Aumento dos combustíveis

A Petrobras confirmou hoje o reajuste dos preços da gasolina e do óleo diesel em suas refinarias, que ficarão R$ 0,23 e R$ 0,34 mais caros a partir de amanhã. Com mais esse reajuste, o litro da gasolina passará a custar R$ 2,48 e o do diesel, R$ 2,58.

Em expedido, a companhia enfatizou que mantém os seus preços alinhados aos do mercado internacional, o que, segundo a estatal, "é fundamental para prometer que o mercado brasílico siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras".

A opção do governo para decrescer o preço é mexer nos impostos. O governo federalista, no entanto, só é responsável por Cide, PIS/Pasep e Cofins. O ICMS é de conhecimento estadual.

No caso do diesel, segundo informações da Petrobras, 23% do preço corresponde a tributos: 14% de ICMS e mais 9% de PIS/Pasep e Cofins.

*Com informações da Reuters.


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