Bola e ex-policiais vão a júri popular por morte de jovens em sítio de treinamento da polícia
Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e outros três ex-policiais vão a júri popular pelo assassinato de dois jovens praticado no sítio de treinamentos do GRE (Grupo de Respostas Especiais) da Polícia Civil em 2008. Paulo César Ferreira e Marildo Dias de Moura foram assassinados em maio de 2008, em Esmeraldas, na Grande BH.
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A sentença de pronúcia foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Gerais nesta segunda-feira (8). A decisão é da juíza Cirlaine Maria Guimarães, da comarca de Esmeraldas. Ainda não há data prevista para a sessão do Tribunal do Júri.
Os ex-policiais Anderson Marques Alves, Gilson Costa, Wanderlin de Souza e Bola, que foi condenado pela morte de Eliza Samudio, respondem por duplo homicídio qualificado - por motivo fútil, com uso de meio cruel e recurso que impossibiltou a defesa das vítimas - e pelos crimes conexos de tortura, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e peculato, já que os acusados eram policiais. Gilson Costa também é investigado pela morte de Eliza Samudio, já que Bola teria se comunicado com ele no dia do crime.
Segundo a denúncia do Ministério Público, a dupla foi abordada em um carro perto do sítio usado pelo extinto grupo de elite da Polícia Civil. Ao verificar que as vítimas tinha antecedentes criminais, os policiais desconfiaram que iriam roubar cargas na região. Paulo César e Marildo Dias foram colocados na viatura e levados para o sítio, onde foram interrogados, despidos e torturados antes da morte por asfixia. Os corpos teriam sido esquartejados.
A denúncia foi apresentada à Corregedoria da Polícia Civil e sustentada pelo ex-chefe do grupo especial. Anderson Marques, Gilson Costa e Wanderlin de Souza aguardam o júri em liberdade. Bola está detido na Casa do Policial Civil, em BH. Ele foi inocentado pela morte do agente penitenciário Rogério Martins Novelo.
