Áudio mostra desespero de colegas de guarda municipal baleado em posto de saúde
O crime cometido contra o guarda municipal Leanderson Leonardo de Souza, de 32 anos, revelou momentos de tensão entre os colegas. O oficial foi baleado três vezes na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Primeiro de Maio, região norte de Belo Horizonte.
No primeiro chamado pelo rádio, um guarda conta sobre o crime e avisa que terá cautela no deslocamento. Outras viaturas escutam a chamada e pedem confirmação. Os guardas na central de operações ainda não sabiam se a vítima trabalhava na UPA.
— Estamos levantando a situação. Se é GM próprio aí. Se houve uma situação no local ou se é GM que deu entrada na unidade.
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Na sequência, a central pede para as viaturas não se descolarem para o local, mas algumas equipes agiram rápido e já estavam no bairro Primeiro de Maio. O guarda que estava no posto se desespera.
— O guarda "tá" morrendo aqui. Pede o fiscal para fazer contato, os caras “deu” tiro no guarda aqui. “Tava” do lado da UPA, dava para pegar os caras aqui.
A orientação da central permanece.
— Vamos manter a calma, tendo em vista que “tá” um cidadão armado.
Diante da insistência dos guardas, outra pessoa da central reitera a posição de comando e mantém a proibição em nome da segurança dos agentes.
— A gente sabe da gravidade em que o companheiro se encontra. Nós vamos manter a calma na rede de rádio e não colocar em risco a vida de mais integrantes da instituição.
O crime
O oficial foi atingido no braço, costas e peito, A técnica de laboratório Maria Rangel Santos, de 53, também foi baleada nas nádegas. Os dois receberam os primeiros socorros na própria UPA, mas precisaram ser transferidos para o Hospital de Pronto-Socorro João 23. Nenhum dos dois corre risco de morrer.
Um suspeito já foi identificado. Ele teria ido ao local para matar um desafeto.
Fonte: R7 - Minas Gerais