Arrume outro termo para ofender pessoas que jogam lixo no pavimento – ‘porco’ não dá mais

Sabe quando você está parado no trânsito e observa uma pessoa no coche ao lado calmamente esticando o braço para fora e soltando uma latinha ou uma bituca de cigarro no pavimento? A primeira coisa que vem à mente é “seu porco!”. Eu sei, comigo é assim também, relaxe, estamos entre amigos. Mas pensei muito nisso e eu estou treinando para mudar o termo e explico porquê.
Chamar alguém de “porco” com uma conotação pejorativa é uma prática especista*. Ao bradar “seu porco!”, estamos afirmando que a pessoa que teve uma atitude prejudicial ao planeta e ao convívio social está se igualando a um porco. Mas a veras é que isto exclusivamente propaga a teoria falsa de que porcos são animais imundos e de que pessoas não deveriam descer ao nível deles.
Se a pessoa mal educada que descrevi na primeira estrofe de vestimenta estivesse se igualando a um porco, não faria tamanha sujeira. Ao contrário do que temos encravado em nossa consciência coletiva, porcos não gostam de viver em meio aos próprios excrementos. Conhecemos os porcos porquê sujos e desprezíveis porque é logo que a pecuária os trata. Deixar os porcos trancados em lugares pequenos (chiqueiros) com sobras de comida apodrecendo em meio às fezes deles é uma forma barata de engordar os animais. G uma magnífico forma também de gerar superbactérias e vírus que causam doenças porquê a gripe suína, mas deixo isso para outro texto.
G muito verdade que os suínos adoram chafurdar na limo, mas isso tem uma explicação lógica. Os porcos domesticados, diferentemente de seus parentes selvagens javalis, não têm muitos pelos e têm a pele muito sensível. Por isso, tapulhar-se de lodo é uma instrumento inteligente para proteger a pele.
Falando em lucidez, segure-se na cadeira: os porcos são os animais domesticados inteligentes do planeta. Segundo uma publicação do conduto Animal Planet sobre a qual falei em 2013 (veja cá), os porcos estão no topo da lista entre os animais domesticados espertos. S cérebro deles é tão desenvolvido que não tem cachorro ou gato que resolva problemas porquê eles. Um porco tem o mesmo poder de solução de problemas que uma muchacho humana de três anos de idade. Eles sabem porquê funciona um espelho e já demonstraram em estudos que aprendem até a jogar videogame se for preciso (assista, em inglês).
Eu sou suspeito para falar de porcos. Dentre todos os animais, os que admiro e me identifico são eles. Tenho um perpetuado no meu braço esquerdo, inclusive (foto).
Portanto, amigos leitores, entrem comigo neste duelo mental, nesta campanha silenciosa. Ao ver aquela pessoa que falei no prelúdios, pensem: “Asqueroso!”, “Seu sujo!”, “Sua mal educada!” ou alguma coisa que o valha. E os porquinhos que fiquem em silêncio.
*Especista é aquela pessoa que acha que nossa espécie é superior e que temos recta de explorar as outras espécies de animais porquê quisermos. Especismo está para espécie assim porquê racismo está para raça.
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Fonte: Blog Fabio Chaves