Após sacrificar girafa, zoológico de Copenhague defende abate de leões

iG São Paulo

Quatro leões, entre eles dois filhotes, serão sacrificados para evitar riscos à espécie. Novos felinos chegarão ao zoológico

O zoológico Danish, em Copenhague, Dinamarca, defendeu nesta quarta-feira (26) sua decisão de sacrificar dois leões velhos e dois filhotes. De acordo com a instituição, há risco de endogamia - acasalamento entre indivíduos geneticamente semelhantes. Outro núcleo será formado pelo local.

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A decisão de sacrificar os animais colocou o zoológico novamente na mira dos ativistas que lutam pelos direitos dos animais. Em fevereiro, o Danish matou a girafa Marius, de 2 anos, para evitar consaguinidade na espécie e foi alvo de protestos internacionais e até ameaças de morte. Após o abate, a girafa foi dissecada em público e sua carne foi jogada aos leões.

Em um comunicado, o zoo disse que o sacrifício dos animais ajudará a preparar a jaula para a chegada de um novo macho, de aproximadamente 3 anos, afirmando que, caso contrário, o felino não seria aceito pelo leão de 16 anos.

"Além disso, não podíamos correr o risco do leão macho acasalar com a fêmea, já que ela é muito velha e teria dificuldades com o nascimento e cuidados com um novo filhote", explicou a instituição.

Os filhotes entraram na lista porque não têm idade suficiente para cuidar de si mesmos e seriam mortos pelo novo leão macho de qualquer maneira, disseram as autoridades do zoológico. Funcionários esperam que o novo macho e as duas fêmeas, nascidas em 2012, formem um novo núcleo saudável. Eles disseram que o abate "pode parecer duro, mas na natureza se faz necessário para garantir leões com maior chance de sobrevivência."

Desta vez, o zoológico não planeja qualquer dissecação pública. Ainda assim, a morte gerou protestos em mídias sociais, incluindo uma petição online com cerca de 50 mil assinaturas nesta quarta, pedindo ao zoológico para parar de matar animais saudáveis​​.

A cada ano, milhares de animais são sacrificados por zoológicos europeis por uma série de razões. Os responsáveis pelas instituições afirmam que seu trabalho é manter a preservação da espécie, e não de animais individualmente.

*Com AP

Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo