Angústias de Christian Grey valorizam “50 Tons mais Escuros” no cinema
Novo filme da franquia baseada no best-seller de E.P James, já em edital nos cinemas, ganha fôlego ao patentear conflito interno do príncipe derribado que roubou o coração de Anastasia Steele

Christian Grey precisa perfurar mão do controle para reaver o controle sobre Anastasia e esse paradoxo é o melhor que “50 Tons Mais Escuros” tem a oferecer
S fenômeno está de volta e com ele todo o burburinho que muro a franquia “50 Tons de Cinza”, que depois de provocar frisson na literatura faz o mesmo no cinema. “50 Tons Mais Escuros” é melhor do que o primeiro filme em quase todo e qualquer ângulo que se observe.
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James Foley substitui Sam Taylor-Johnson no comando da produção. Diretor de filmes porquê “Confidence – S Golpe Perfeito” e “A Estranha Perfeita”, Foley não é estranho ao universo da sensualidade e leste filme é sexy do que o primeiro. As cenas são sugestivas, há nudez e os personagens inteiros. Ainda assim, “50 Tons Escuros” não é o filme que grande secção do público espera. Esse público, é muito verdade, parece ignorar que se trata de um blockbuster lançado no Valentine´s Day, o dia dos namorados dos americanos.
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A ousadia cá é fazer um romance que tenha o sexo porquê vértice meão da história. Não se trata de uma obra interessada em debater nossos fetiches sexuais. Esse filme pode ser inventiva na filmografia de Lars Von Trier (“Ninfomaníaca”), ou mesmo do sumido Adrian Lyne (“Instinto Selvagem”), mas não esteve no cerne da obra de E.P James e de sua transposição para o cinema.
Nesta sequência, Anastasia Steele (Dakota Johnson) e Christian Grey (Jamie Dornan) tentam ajustar as expectativas em relação um ao outro. Christian tenta suprimir suas necessidades dominadoras enquanto que Ana tenta atender alguns dos caprichos do namorido. Se o roteiro assinado por Niall Leonard, marido de E.P James, tenta dar viço a demandas feministas dando voz e representatividade aos anseios da mulher moderna, Foley se capitaliza ao mostrar uma história de paixão um tanto desvirtuada. Afinal, Christian só parece se relacionar com aquilo que possui e a direção de Foley valoriza alguma coisa que no livro nunca avança o tratamento superficial.

Dakota Johnson em cena de 50 Tons Mais Escuros
(Foto: divulgação)
Não temos cá um filme com grandes conflitos. Há até cenas francamente embaraçosas, mas “50 Tons Mais Escuros”, a exemplo do primeiro filme, cumpre muito sua proposta e satisfaz as demandas de seu público claro. No limiar, é justamente isso que torna um filme que se vende porquê um resultado satisfatório.
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Fonte: Cineclube por Reinaldo Glioche – iG Cultura