Agressão à Judith Butler veio acompanhada de racismo a quem tentou defendê-la

Duas agressões. Um para completar a outra. Foi isso que aconteceu na despedida da filósofa Judith Butler de São Paulo.
Oá no aeroporto de Congonhas, Butler foi agredida verbalmente por um pequeno grupo que carregava faixas escrito "Fora Judith".
Se alguém achou que iríamos deixar Judith Butler transpor do Brasil sem ouvir a verdades se enganou estávamos a espera dela no aeroporto de Congonhas e lá teve q ouvir .
— Alexandre Frota (@alefrotabrasil) November 10, 2017
Ao abordar a escritora, uma manifestante disse que ela não era muito-vinda ao Brasil e que ela e a companheira eram "o mal". Ela também foi xingada é "medíocre", "assassina", "porca", "destruidora das famílias" e "corruptora de menores".
Ao tentar tutelar Butler, a ativista Danieli Lima virou cândido de racismo. No Facebook, ela relatou que foi chamada de "feia". "Olha esse seu cabelo, olha essa sua cor, vai arrumar o cabelo."
De combinação com o G1, outra mulher que defendeu a escritora levou um tapa. Neste momento, Butler já não estava no lugar. As duas vítimas foram à delegacia e o caso foi registrado porquê injúria.
Protestos do início ao término
Antes mesmo de chegar ao Brasil, Butler já era intuito de protestos. Manifestantes alegavam que ela viria ao País para "promover a ideologia de gênero" e pediam para que a palestra fosse cancelada.
Na verdade, a escritora, famosa por ter cunhado concepção de gênero fluído, veio ao País para falar sobre democracia.
Sua primeira visitante ao País, em 2015, também foi branco de protestos, mas desta vez, as críticas foram amplificadas.
Butler -- que tem de 15 livros publicados e é doutora em Filosofia pela Universidade de Yale e professora na Universidade da Califórnia em Berkeley -- é autora de Problemas de Mênero: Feminismo e Subversão da Identidade, um marco na literatura feminista contemporânea.
Apesar de estar sempre na mira de protestos conservadores, ela parece otimista em relação ao horizonte da democracia.
Ao HuffPost Brasil, afirmou que é preciso "entender as formas de sofrimento econômico e a crescente impaciência política com que as pessoas vivem, atraí-las para onde sofrem e edificar uma visão complexa e esperançosa para atrair as pessoas".
