Agente da BHTrans que tirou roupa durante fiscalização escapa de punição da prefeitura
Júlio Diniz, agente da BHTrans que se manifestou tirando a roupa na avenida Cristiano Machado na última quarta-feira (19), não foi punido pela empresa de trânsito da capital mineira.
Segundo o funcionário, ele não voltou para casa, como dito no vídeo, mas foi à empresa prestar esclarecimentos aos seus superiores, logo após ser flagrado pelas imagens.
Diniz se considera um revolucionário e diz que já havia "construído outros símbolos" para "dar seu grito" dentro da empresa. Com o vídeo, no entanto, ele afirma que externou a angústia do agente de rua.
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Ainda de acordo com Diniz, o ato filmado foi feito conscientemente. Ele conta que não esperava pela repercussão, mas que faria tudo de novo.
O funcionário afirma que tem orgulho de seu trabalho, que considera "significativo". Ele alega que quer desconstruir a imagem negativa construída sobre o agente da BHTrans, a que chamou "mito do demônio".
Júlio Diniz, de 43 anos, é formado em teologia e trabalhou em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos na Colômbia. Ele toca violão e sugere um "boicote em silêncio ensurdecedor" aos manifestantes.
— Eu não sou eu, sou alguém que caminha ao meu lado, que permanece em silêncio quando estou falando, que perdoa e esquece quando estou irado, esbravejando.
