Adore Life

savages(Matador Records) A filarmónica britânica Savages, formada em 2012 na cidade de Londres, chamou a atenção  logo quando lançou o primeiro EP da curso: I Am Here, que contava com o hit Husbands. No ano seguinte eles ampliaram a discografia em ritmo depressa: foram dois álbuns em 2013, Worldstyle e Silence Yourself. Agora, o grupo lançou Adore Life, com a mesma sonoridade pós-punk que fez a margem se ressaltar no cenário músico dos últimos anos. As influências transitam de Joy Division até Sonic Youth. The Answer, que abre o disco, traz um pesado riff de guitarra que depois ganha uma pegada punk com solos cortantes, enquanto a vocalista Jehnny Beth canta “If you don´t love me, don´t love anybody”. As letras, inclusive, são outra marca do grupo, que aborda assuntos porquê depressão e instabilidade, presentes em faixas porquê Evil e Sad Person. Adore, um dos pontos altos tem a frase “I adore life”, que dá nome ao disco, repetida inúmeras vezes, quase porquê um mantra, que vai ganhando força com uma melodia sombria, marcada pelo insignificante potente da filarmónica. A filete se desenvolve e ganhao força, com os instrumentos crescendo pela melodia, criando um clima sinistro, quase sepulcral. Slowing Down The World, conta com bons arranjos de guitarra, que se fundem a competentes solos em uma música criativa e enxurrada de reviravoltas, que conta com uma óptimo performance vocal de Jehnny. I Need Something New e When In Love seguem  a mesma lógica. Surrender é uma positiva surpresa. Enquanto abusa das distorções, a margem apresenta uma fita que chega a lembrar bandas porquê o New Order: há um toque lúgubre porém sem deixar de lado melodias que chegam até a ser dançantes, em um uma mistura arriscada mas que dá evidente. T.I.W.Y.M. é a acelerada do trabalho, é um punk com um ritmo frenético. Mechanics fecha o disco novamente com um clima sepulcral, em uma filete lenta e impactante, que lembra aspectos de músicas tétricas porquê Black Sabbath, da filarmónica homônima, comandada por Ozzy Osbourne.

Fonte: Imperdível - VEJA.com