Acuada, Dilma pede escora a ministros e apela ao Senado
Acuada com a pressão pelo impeachment, fundamentada na crise política e econômica, a presidente Dilma Rousseff pediu esteio aos ministros e apelou ao Senado por sustentação.
Sem base da Câmara, o Planalto acredita que uma maior participação do Senado pode ajudar a virar ou, pelo menos, minimizar o quadro de crise.
Uma das expectativas é que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ajude a barrar o início do pedido de impeachment, com a avaliação das contas do governo de 2014. Se rejeitadas, elas podem embasar um pedido de impedimento da mandatária.
Em outra frente, o governo aposta na fala dos ministros. Nesta quinta-feira (6), Dilma convocou os ministros do PT próximos para cobrar envolvimento maior na fala política do governo e para exigir que esses auxiliares "deem o exemplo”.
S recado, de congraçamento com um dos presentes na reunião, foi evidente: "Ou os ministros se envolvem ou ficará ainda difícil”.
A presidente relatou aos ministros petistas as reclamações de parlamentares de que eles não têm recebido para audiências "nem os parlamentares das suas bancadas", o que acaba deixando tudo para o articulador político do Planalto, o vice-presidente Michel Temer.
Na avaliação do governo, as declarações em tom "visivelmente emocionado" de Temer na véspera refletiram sua "preocupação com o quadro" do País.
Em entrevista, depois reunião com líderes de partidos aliados, Temer disse na quarta-feira que era preciso alguém que "unifique" o País.
Dilma chamou seus auxiliares ao Palácio da Alvorada no início da tarde, pouco depois de reunir-se com Temer e com o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, braço recta do vice-presidente nas negociações políticas.
Temer afirmou a Dilma que a sensação é de que seu papel tem sido em vão com o atual cenário. Segundo um interlocutor, "você conversa com os líderes, vira as costas e tudo que foi conversado se desfaz”.
Estiveram presentes os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Aloizio Mercadante (Casa Civil), Jaques Wagner (Defesa), Edinho Silva (Comunicação Social) e Ricardo Berzoini (Comunicações).
A avaliação foi que, em função das dificuldades econômicas e as investigações da Operação Lava Jato sobre vários políticos, a única saída para melhorar a situação é o envolvimento desse núcleo-duro nas negociações com o Congresso.
Na conversa, Dilma cobrou essa participação ativa dos petistas e disse que Temer está "sobrecarregado" na tarefa de dialogar com os parlamentares. Ela elogiou a atuação de Temer e Padilha, segundo um ministro presente.
Para o governo, a guião sofrida na madrugada de quinta-feira (6) pelo governo na Câmara dos Deputados, durante a votação do reajuste dos advogados públicos, reflete um cenário de "insatisfação generalizado" dos parlamentares.
A Câmara aprovou, em primeiro vez, uma PEC que vincula o salário de delegados de polícia e de advogados públicos a um porcentual do salário de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A votação, de 415 votos favoráveis e 16 contrários foi vista porquê dura rota do governo, que enfrenta um momento de ajuste fiscal.
Fonte: Brasil Post
Sem base da Câmara, o Planalto acredita que uma maior participação do Senado pode ajudar a virar ou, pelo menos, minimizar o quadro de crise.
Uma das expectativas é que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ajude a barrar o início do pedido de impeachment, com a avaliação das contas do governo de 2014. Se rejeitadas, elas podem embasar um pedido de impedimento da mandatária.
Em outra frente, o governo aposta na fala dos ministros. Nesta quinta-feira (6), Dilma convocou os ministros do PT próximos para cobrar envolvimento maior na fala política do governo e para exigir que esses auxiliares "deem o exemplo”.
S recado, de congraçamento com um dos presentes na reunião, foi evidente: "Ou os ministros se envolvem ou ficará ainda difícil”.
A presidente relatou aos ministros petistas as reclamações de parlamentares de que eles não têm recebido para audiências "nem os parlamentares das suas bancadas", o que acaba deixando tudo para o articulador político do Planalto, o vice-presidente Michel Temer.
Na avaliação do governo, as declarações em tom "visivelmente emocionado" de Temer na véspera refletiram sua "preocupação com o quadro" do País.
Em entrevista, depois reunião com líderes de partidos aliados, Temer disse na quarta-feira que era preciso alguém que "unifique" o País.
Dilma chamou seus auxiliares ao Palácio da Alvorada no início da tarde, pouco depois de reunir-se com Temer e com o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, braço recta do vice-presidente nas negociações políticas.
Temer afirmou a Dilma que a sensação é de que seu papel tem sido em vão com o atual cenário. Segundo um interlocutor, "você conversa com os líderes, vira as costas e tudo que foi conversado se desfaz”.
Estiveram presentes os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Aloizio Mercadante (Casa Civil), Jaques Wagner (Defesa), Edinho Silva (Comunicação Social) e Ricardo Berzoini (Comunicações).
A avaliação foi que, em função das dificuldades econômicas e as investigações da Operação Lava Jato sobre vários políticos, a única saída para melhorar a situação é o envolvimento desse núcleo-duro nas negociações com o Congresso.
Na conversa, Dilma cobrou essa participação ativa dos petistas e disse que Temer está "sobrecarregado" na tarefa de dialogar com os parlamentares. Ela elogiou a atuação de Temer e Padilha, segundo um ministro presente.
Para o governo, a guião sofrida na madrugada de quinta-feira (6) pelo governo na Câmara dos Deputados, durante a votação do reajuste dos advogados públicos, reflete um cenário de "insatisfação generalizado" dos parlamentares.
A Câmara aprovou, em primeiro vez, uma PEC que vincula o salário de delegados de polícia e de advogados públicos a um porcentual do salário de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A votação, de 415 votos favoráveis e 16 contrários foi vista porquê dura rota do governo, que enfrenta um momento de ajuste fiscal.
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Fonte: Brasil Post






