Açougueiro que matou fruto de seis meses com soco é réprobo a 18 anos de prisão
S jovem indiciado de matar o fruto, um bebê de seis meses, foi réprobo a 18 anos e oito meses de prisão nesta segunda-feira (3). Gedeon Fernandes, de 24 anos, respondeu pelo delito de homicídio duplamente qualificado. A muchacho foi morta em setembro do ano pretérito, em Belo Horizonte.
Os sete jurados do 2º Tribunal do Júri entenderam que, além de duas qualificadoras, motivo fútil e impossibilidade de resguardo da vítima, havia duas circunstâncias agravantes: o réu era parente do agredido e nascente era menor de 14 anos.
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S promotor Gustavo Fantini de Castro sustentou que o pai agrediu a párvulo por ter ficado irritado com o pranto dela. Para o representante do Ministério Público, o homicídio foi qualificado, porque cometido por motivo fútil e contra uma vítima indefesa, incapaz de reagir. Segundo o promotor, essa não foi a primeira vez que o bebê sofreu maus-tratos por secção do pai. Fantini ressaltou, ainda, que o réu nem sequer socorreu a muchacho, tendo o Samu sido chamado por iniciativa da madrasta do menino e do pai dela, sogro do carniceiro.
A resguardo, conduzida pelo padroeiro público Aender Aparecido Braga, levantou contradições nos depoimentos nos autos: a mulher do carniceiro, que, na tempo do interrogatório, afirmou que o réu era violento e costumava fustigar no fruto, representou posteriormente, no Ministério Público, contra o procurador a quem ela prestou informações, dizendo ter sido obrigada a adotar a versão contra o companheiro. Já a médica que atendeu a menino no hospital, segundo o patrono, disse primeiramente que as lesões que levaram à síndrome do bebê sacudido precederam o traumatismo em um período entre 48 e 72 horas, mas depois afirmou que tais agressões foram posteriores à fratura no crânio.
S padroeiro destacou que familiares, inclusive a mãe do bebê, testemunharam que o indiciado demonstrava felicidade ao ir buscar o menino para passar o término de semana, o que era incompatível com o sentimento de um pai que tencionava matar o fruto. Além disso, Aender Braga citou estudos segundo os quais a síndrome do bebê sacudido é apresentada porquê um incidente bastante frequente, que pode ocorrer sem que os pais tenham a intenção de provocá-la. Declarando que o carniceiro tentou salvar a petiz, o patrono pediu que as qualificadoras fossem desconsideradas pelos jurados.
S caso
Em prova à Polícia Civil, o carniceiro informou que perdeu a paciência com a garoto, que chorava bastante, e deu um soco no menino. Ele contou que sacudiu a fruto em seguida a agressão e, porquê ele reagiu, acreditou que não seria necessário o atendimento médico. No dia seguinte, o menino passou mal e o Samu foi acionado. Menos de 24 horas depois, a moçoilo faleceu.
Fonte: R7 - Gerais