Acabou, Dilma! S coração precisa ser valente para admitir o término
Um festival de cargos e promessas foi organizado pelo Palácio do Planalto e pelo PT para prometer os 172 votos necessários contra o impeachment de Dilma Rousseff.
S ex-presidente e ministro interrompido Luiz Inácio Lula da Silva e até mesmo a presidente, pouco afeita a articulações políticas, lideraram o movimento de atração de (ex-)aliados, líderes, dissidentes.
Porém, não teve jeito; a Câmara dos Deputados aprovou o impedimento da petista por 367 votos favoráveis, 137 contrários e 7 abstenções.
Essa totalidade falta de traquejo político para manter minimamente uma base de espeque e para prometer votações importantes para o País é a sentença de morte do governo Dilma.
Não somente pela criminação de delito de responsabilidade -- as pedaladas fiscais, as maquiagens contábeis e os desarranjos das contas públicas, sem respeitar a legitimidade.
Esse foi o objeto do julgamento da Câmara, mas é só a cereja do bolo recheado de erros de Dilma.
A reputação de "gerentona", colada nela por Lula, que a fez mãe do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), caiu completamente por terreno.
Dilma não conseguiu fazer o País crescer. Pelo contrário, as suas escolhas na política econômica levaram a uma das maiores recessões do País
S desemprego crescente e o menor poder de compra dos brasileiros, afetados pela maior inflação anual desde 2002, alimentaram a insatisfação popular nos últimos meses.
A presidente foi meta do maior protesto já organizado da História do Brasil, em 13 de março, quando 3,5 milhões de pessoas foram às ruas.
F medida que o impeachment avançava na Câmara, mesmo sob o comando de um também rejeitado Eduardo Cunha, Dilma não conseguiu frear o processo.
Paulatinamente partidos aliados foram abandonando o navio petista. PMDB, PP, até o PSD de seu coligado para todas as horas, ex-ministro Gilberto Kassab.
A coalizão que permitiu a reeleição de Dilma em 2014 se desfez.
Assim, porquê o Brasil dos sonhos, mostrado na propaganda de dois anos detrás, se revelou.
E ele é muito pior que as cenas que o marqueteiro João Santana, hoje recluso, mostrava na televisão.
Dilma atingiu o paroxismo de uma política insustentável, empurrou a economia ladeira aquém e se deparou com uma repudiação cada vez maior nas ruas, com panelaços, patos e pixulecos.
A paralisia do País ainda é intensificada com a Operação Lava Jato, que desvelou um esquema bilionário de depravação na Petrobras.
Embora Dilma não seja citada nas investigações, seu partido é considerado, ao lado de PP e PMDB, um dos principais beneficiários do inventivo propinoduto que drenou numerário público para cofres de petistas, pepistas e peemedebistas.
A tempestade perfeita dos fatores políticos e econômicos, associados à popularidade cambaleante, indica que o caminho inevitável é a queda da presidente.
S coração valente, que outrora encantou os eleitores com muita cosmética de TV, está batendo hoje combalido.
Mas pode manter sua compasso e honrar sua história, se a presidente admitir que chegou ao término.
"Carta fora do baralho", porquê ela própria havia atestado na semana passada em caso de rota.
Não há condições de governar o Brasil, Dilma.
Fonte: HuffPost Brasil
S ex-presidente e ministro interrompido Luiz Inácio Lula da Silva e até mesmo a presidente, pouco afeita a articulações políticas, lideraram o movimento de atração de (ex-)aliados, líderes, dissidentes.
Porém, não teve jeito; a Câmara dos Deputados aprovou o impedimento da petista por 367 votos favoráveis, 137 contrários e 7 abstenções.
Essa totalidade falta de traquejo político para manter minimamente uma base de espeque e para prometer votações importantes para o País é a sentença de morte do governo Dilma.
Não somente pela criminação de delito de responsabilidade -- as pedaladas fiscais, as maquiagens contábeis e os desarranjos das contas públicas, sem respeitar a legitimidade.
Esse foi o objeto do julgamento da Câmara, mas é só a cereja do bolo recheado de erros de Dilma.
A reputação de "gerentona", colada nela por Lula, que a fez mãe do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), caiu completamente por terreno.
Dilma não conseguiu fazer o País crescer. Pelo contrário, as suas escolhas na política econômica levaram a uma das maiores recessões do País
S desemprego crescente e o menor poder de compra dos brasileiros, afetados pela maior inflação anual desde 2002, alimentaram a insatisfação popular nos últimos meses.
A presidente foi meta do maior protesto já organizado da História do Brasil, em 13 de março, quando 3,5 milhões de pessoas foram às ruas.
F medida que o impeachment avançava na Câmara, mesmo sob o comando de um também rejeitado Eduardo Cunha, Dilma não conseguiu frear o processo.
Paulatinamente partidos aliados foram abandonando o navio petista. PMDB, PP, até o PSD de seu coligado para todas as horas, ex-ministro Gilberto Kassab.
A coalizão que permitiu a reeleição de Dilma em 2014 se desfez.
Assim, porquê o Brasil dos sonhos, mostrado na propaganda de dois anos detrás, se revelou.
E ele é muito pior que as cenas que o marqueteiro João Santana, hoje recluso, mostrava na televisão.
Dilma atingiu o paroxismo de uma política insustentável, empurrou a economia ladeira aquém e se deparou com uma repudiação cada vez maior nas ruas, com panelaços, patos e pixulecos.
A paralisia do País ainda é intensificada com a Operação Lava Jato, que desvelou um esquema bilionário de depravação na Petrobras.
Embora Dilma não seja citada nas investigações, seu partido é considerado, ao lado de PP e PMDB, um dos principais beneficiários do inventivo propinoduto que drenou numerário público para cofres de petistas, pepistas e peemedebistas.
A tempestade perfeita dos fatores políticos e econômicos, associados à popularidade cambaleante, indica que o caminho inevitável é a queda da presidente.
S coração valente, que outrora encantou os eleitores com muita cosmética de TV, está batendo hoje combalido.
Mas pode manter sua compasso e honrar sua história, se a presidente admitir que chegou ao término.
"Carta fora do baralho", porquê ela própria havia atestado na semana passada em caso de rota.
Não há condições de governar o Brasil, Dilma.
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