A vaidade é mana gêmea do delongado

Com tristeza, li ontem no Hoje em Dia que o giro cultural da Praça da Liberdade está ameaçado. Perto de completar 4 décadas porquê repórter, acompanhando a vida da cidade e as mudanças no poder, com consequências diretas nas instituições, confesso enjoo diante de boa secção do que tenho de ouvir, ler ou, principalmente, relatar. Por que tem de ser assim? Por que um governante, se não sucede alguém do mesmo partido, tem de desfazer coisas importantes para (imaginam as mentes pobres) não colocar empada no pastel do inimigo político. Quando digo mentes, no plural, estou lembrando que um governo não é feito de um varão só, de ação solitária, mas, fruto de equipe, na qual existem os eficientes, os necessários, os suportáveis e os bajuladores, sendo que é entre os últimos que florescem ideias do tipo “vamos perfazer com isso”.

Eu já vi Hélio Garcia concluir com o Carnaval de rua com desfiles nunca antes vistos em Belo Horizonte porque era um esforço de Maurício Campos; a mesma equipe de Hélio mudou o nome do Forró de Belô para Arraial, atrasando o cintilação da sarau, só para espezinhar o contendedor. Já vi massacrarem o Francelino Pereira porque ele construiu o Aeroporto Internacional em Confins e agora vejo que o rotação cultural, teoria dele transformada em veras pela dupla Aécio-Anastasia é escopo da ação de petistas mal resolvidos jogando por terreno conteúdos supra de qualquer suspeita que deram aos prédios históricos importantes de Belo Horizonte um envolvente de primeiro mundo.

Mais, proibiram as visitas ao Palácio da Liberdade. E, acreditem, foi o Partido dos Trabalhadores. Na minha cabeça, não pode ser assim. Os governos existem para consertar o que está incorrecto. Ignorar ou destruir o muito feito só por picardia é transpor pela porta dos fundos da história antes de entrar. Assim porquê os tucanos fizeram um grande progressão no salário de policiais civis e militares, agora Pimentel está de parabéns por ter conseguido um convenção que respeita e dignifica os professores. Mas, mesmo no campo da ensino, enquanto, de um lado, foi suspensa a escola integral, sob pretexto de “estudo de programas”, concomitantemente foi criado um projeto de valorização da cultura afro. Uma coisa não impede a outra, ora bolas!
Tomara que os de bom siso ajudem o governador e o impeçam de terminar com o pouco de cultura que estamos construindo.

Fonte: Blog do Eduardo Costa - Últimas Notícias de -