À militância, presidente do PT vai ratificar Dilma e atacar Campos e Aécio
Vasconcelo Quadros
Em Econtro Nacional do PT, Rui Falcão deve sugerir que Aécio é ameça ao salário mínimo e ironizar a aliança de Campos com Marina Silva, indigesta como a mistura de açaí com tapiocaAguardado como um dos principais palestrantes do Encontro Nacional do PT, que acontece entre hoje e amanhã em São Paulo, o presidente da legenda, Rui Falcão, reservou sua fala para espantar o fantasma do “Volta Lula”, ratificando a candidatura da presidente Dilma Rousseff e atacando seus principais adversários: Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).
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Depois de gastar os primeiros minutos de seu discurso lembrando dos tempos em que o PT fazia oposição, Falcão pretende ir direito ao ponto formalizando “solenemente” a indicação de Dilma para a reeleição, a despeito de existir até dentro do partido entusiastas de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assuma a tarefa de vencer Aécio e Campos.
Para convencer a militância, o presidente petista deve dizer que Dilma não só consolidou as conquistas de Lula como, apesar da crise ecocômica, trouxe avanços como o lançamento de programas como o Mais Médicos, o Pronatec, o Ciência sem Fronteiras, além de conseguir aprovar o Marco Civil da Internet.
Campos e Aécio
Para Falcão, trocar de presidente não vai significar necessariamente mudança, mas retrocesso. Sem nomear, ele deve citar Aécio como o candidato que vai diminuir as garantias trabalhistas e acabar com a lei do salário-mínimo, uma das principais bandeiras petistas.
Sobre Eduardo Campos, Falcão pretende dizer que sua escolha pode significar uma elevação de 60% na taxa de desemprego caso ele leve a cabo sua intenção de fixar a meta de inflação em 3%.
O petista também planeja fazer uma piada ao se referir à aliança do ex-governador de Pernambuco com a ex-senadora do Acre Marina Silva ao insinuar a indigestão que a mistura de tapioca com açaí pode causar.
Mas seu discurso também terá lugar para propostas, como a reforma política e uma outra que acaba com os monopólios e oligopólios dos meios de comunicação.
O final, como esperado, será uma convocação para que a militância do partido, a partir de hoje, trabalhe pela reeleição de Dilma Rousseff.
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo