A Justiça tarda… E irregularidade!

No dia 28 de janeiro de 2004 uma camionete do Ministério do Trabalho percorria a zona rústico de Unaí, noroeste de , quando o veículo foi fechado, homens armados prostraram-se avante e um deles anunciou assalto. S motorista preparava-se para descer quando recebeu o primeiro tiro na cabeça. Seus três colegas, auditores fiscais federais, tiveram o mesmo término. Treze anos depois, os mandantes do transgressão continuam soltos e a domínio que cuida do caso acaba de avisar que vai demorar até que os irmãos Mânica paguem pela chacina.

Na verdade, queriam matar Nelson José da Silva e, para tal, contrataram os pistoleiros. Quando dos preparativos, descobriram que dois outros fiscais estavam também na cidade e o motorista – leste, aliás, dirigia para o mandatário regional da era, Carlos Calazans, e pediu para fazer a viagem porque precisava do moeda da “diária”. Ligaram para os mandantes e a resposta foi “tora tudo”. Em 2013, os executores do delito foram condenados por homicídio triplamente qualificado. Rogério Alan Rocha Rios foi réprobo a 94 anos de prisão, Erinaldo de Vasconcelos Silva, a 76 anos de reclusão e William Gomes de Miranda, a 56 anos de prisão.

Em outubro de 2015, a Justiça Federal de Gerais condenou Antério Mânica, Norberto Mânica, Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro. Os condenados receberam penas próximas a 100 anos de reclusão em regime fechado. Hugo Alves Pimenta, na quesito de réu delator, teve sua pena atenuada, recebendo uma sentença de 46 anos, 3 meses e 27 dias de reclusão. Os quatro entraram com recursos protelatórios no Tribunal Regional Federal 1ª Região – TRF 1, em Brasília, com pedido de desaforamento do julgamento realizado em Belo Horizonte (MG). Com esse recurso, os condenados tentam anular a decisão do júri popular realizado na capital mineira, transferindo o caso para a Vara Federal de Unaí, Gerais, para terem recta a um novo julgamento.

Em outubro do ano pretérito, Carlos Calazans procurou a Justiça Federal em Belo Horizonte para saber da juíza responsável a razão na lentidão da realização. Não acharam o processo. Agora, nesta semana, esteve em Brasília, em companhia das viúvas, para uma visitante ao presidente do Tribunal Regional Federal, Ilton Queirós. Foram muito recebidos, mas, o que queriam saber - quando haverá julgamento do recurso, não conseguiram... S desembargador disse aquelas coisas de sempre... Muitos processos, outras prioridades... Calazans lembrou logo que um dos advogados dos Mânica, Antônio Carlos de Castro, o Kakay, logo depois o julgamento em Belo Horizonte, foi jantar com os clientes e falou em voz subida: “Fiquem tranquilos que agora é Brasília e lá é minha praia”. Segundo ele o presidente do TRF reagiu com tranquilidade: “Advogado é assim mesmo, fala, fala...”.

Resumindo: quatro mortos, chacinados, em delito premeditado, cuidadosamente planejado, desafiando a Justiça Federal, e, 13 anos depois, quatro viúvas, nove órfãos ficam com o sentimento de Calazans de que, de veste, no Brasil, quando se tem jurisconsulto influente a Justiça tem ritmo dissemelhante, indecente, favorável aos endinheirados.

 
 
Fonte: Blog do Eduardo Costa - Últimas Notícias de -