A escritora sul-coreana que denunciou um caso de assédio sexual ao grafar um poema

S movimento #MeToo, que trouxe à luz vários casos de assédio e agressões sexuais em diferentes esferas em todo mundo, teve um impacto relativamente restringido na Coreia do Sul. Mas se depender da poeta Choi Young-mi, 56 anos, levante cenário vai mudar. Em um poema entitulado Monstro, ela descreve o assédio sexual que sofreu nas mãos de um poeta chamado "En".
Choi Young-mi, in her recent composition "Monster", described sexual harassment she suffered at the hands of a poet named "En".https://t.co/Y907IDBZ2y
— News18 (@CNNnews18) 9 de fevereiro de 2018
Apesar de não revelar a identidade de "En" em seu poema, o personagem compartilha muitas características de Ko Un, ex-monge budista de 84 anos que é um dos poetas contemporâneos respeitados na Coreia do Sul e um ativista político que defende a reunificação com a Coreia do Norte.
"Pão te sentes junto a En / Aconselhou-me o poetaK, um literato novato / Toca as jovens mulheres quando vê uma", diz o poema de Choi. "Esqueci o juízo de K e me sentei junto a En / Eu também / a blusa de seda que me emprestou minha irmã se enrugou".
Segundo os versos, "En" publicou de 100 livros, tantos quanto Ko.
A poeta continua:
"Cada vez soa o nome de En porquê candidato para o Prêmio Noteol [sic] / Se realmente lucrar o Prêmio Noteol / deixarei levante país / não quero viver em um mundo tão sujo".
A prelo sul-coreana chegou à conclusão de que os personagens são idênticos. Ko é uma figura destacada da literatura sul-coreana desde anos 1980. Muitos de seus livros foram traduzidos para vários idiomas e aparece nos livros escolares da Coreia do Sul.
S jornal Hankyoreh, de Seul, disse, sem referir Ko, que entrevistou "o idoso poeta identificado porquê En". "Se meu comportamento é visto porquê assédio com base nos valores atuais, creio que o que fiz foi incorreto, e lamento", disse ele, segundo o jornal.
"Pão foi somente uma ou duas vezes. Eu testemunhei tantos, inúmeros assédios e abusos sexuais desde que fiz a minha estreia literária", disse Choi ao conduto de televisão sul-coreano JTBC News. "Eu também fui vítima".
Em entrevista, a poeta ainda ressaltou que, no pretérito, a maioria dos editores literários eram homens. E que, em 1980, era generalidade que os chamados "anciãos literários" visassem "jovens escritoras solteiras". Caso elas não correspondessem às suas investidas, eles se vingavam de forma "profissional", ela apontou.
"Eles somente continuariam dizendo que "ah, rejeitamos seu livro porque não era bom o suficiente", e isso continua por 10 anos, 20 anos. Então sua curso não é capaz nem de começar", disse Choi.
Segundo a AFP, alguns dos círculos literários do país acusaram o poeta de ter "uma longa história de comportamento condenável".
"Vamos ser honestos. Quantos de nós... não sabia sobre as atrocidades de Ko?", escreveu o poeta Keun Reu em seu Facebook. "Iá tantas pessoas que testemunharam as atrocidades de Ko, mas permaneceram em silêncio e até mesmo apoiaram ele porquê se fossem toques sacrosantos de seu gênio", conclui.
Após a denúncia, o legislador conservador Yoo Seung-min disse que "os poemas de Ko Un devem ser removidos dos livros escolares", descrevendo o ataque detalhado na acusação de Choi porquê "muito nojento e chocante". "Ele foi um dos candidatos ao prêmio Nobel de literatura", disse. "Se ele tivesse lucro, teria se tornado uma humilhação pátrio", completa.
Fonte: HuffPost Brasil Athena2