Multinacional alemã transfere operações para Jacutinga

A multinacional alemã Kathrein Automotive (antiga Olimpus), fabricante de antenas e alarmes para o setor automotivo, está transferindo suas operações de São Paulo para o município de Jacutinga, no Sul de . Com investimentos de R$ 6 milhões, a fábrica já nasce com possibilidade de expansão nos próximos anos.

De acordo com o representante da empresa, Leandro Silva, neste primeiro momento, estão sendo adequados dois galpões de cerca de 3,4 mil metros quadrados para receber os maquinários. “O condomínio industrial tem no total quatro galpões. Dois deles utilizaremos no início e, para os demais, já deixamos pré-acordado o interesse para o futuro”, diz.

O projeto prevê a produção de 1,33 milhão de unidades de itens acabados por ano. Para isso, cerca de 100 pessoas estão sendo contratadas na cidade. “O número de colaboradores vai aumentar gradativamente, à medida que for aumentando a demanda”, diz.

O projeto prevê a produção de 1,33 milhão de unidades de itens acabados por ano. Para isso, cerca de 100 pessoas estão sendo contratadas na cidade. “O número de colaboradores vai aumentar gradativamente, à medida que for aumentando a demanda”, diz.

As operações estão previstas para ter início em agosto e vão atender, basicamente, as principais montadoras do mundo. Segundo o representante da Kathrein, atualmente, 5% da produção da Kathrein Automotive no Brasil destina-se ao exterior (América Latina), 75% é vendido para São Paulo e 20% é dividido entre os demais estados, com destaque para Gerais.

A escolha pela região, conforme Silva ocorreu por uma série de motivos, entre os quais destacam-se a localização privilegiada – incluindo a rota comercial do Estado, e a própria política de incentivos fiscais adotadas pelo governo de para atrair fábricas de tecnologia. “Contou também o apoio que tivemos do município, bem como a infraestrutura do condomínio industrial da cidade”, diz.

Na avaliação do secretário de Desenvolvimento Econômico de Jacutinga, Miller Moliani, o início das operações da companhia representará um ganho para o município, que vem recebendo significativos aportes desde o início deste exercício. Segundo ele, os benefícios poderão ser sentidos não somente na arrecadação municipal, mas também na contratação de mão de obra. “Vai ajudar a diminuir o desemprego na cidade, elevado pela crise vivida pelas malharias da região nos últimos anos”, justifica.

É que o município, tradicionalmente conhecido como polo da indústria têxtil, enfrentou sucessivos problemas nos últimos anos em função do aumento da importação de produtos asiáticos, o que causou grave desindustrialização do setor. Diante disso, a solução encontrada pelo município foi a diversificação econômica, com foco na atração de investimentos de outros segmentos e também na exploração do turismo.

Segundo Moliani, desde o ano passado, a cidade já atraiu cerca de R$ 20 milhões em investimentos, com a implantação de duas novas indústrias. A primeira delas foi a fabricante de implementos rodoviários Rodofort. A empresa, cuja matriz fica em Sumaré, no interior de São Paulo, implantou uma nova unidade na cidade mineira, com investimentos de R$ 16 milhões, somente na primeira fase.

Outra indústria que também desembarcou no município foi a EBF Capacetes. A empresa transferiu sua sede de Indaiatuba (SP) para Jacutinga, mediante aportes de R$ 4 milhões.

Fonte: Minas em Gerais