Sindicato dos Metroviários decide manter greve pelo quarto dia consecutivo
iG São Paulo
Após nova assembleia da categoria, neste sábado, trabalhadores optaram por manter paralisação no domingoA abertura da Copa do Mundo se aproxima e o metrô segue paralisado em São Paulo. Em nova assembleia realizada no final da tarde deste sábado (7), o Sindicato dos Metroviários decidiu por manter para este domingo (8) a greve, que já afeta a cidade há três dias.

Estação Corinthians-Itaquera do Metrô amanhece fechada devido à paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta sexta-feira (6)
Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESS

Tropa de Choque da Polícia Militar reforça a segurança na estação Brás do Metrô, durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta sexta-feira (06)
Foto: Paulo Lopes/Futura Press

Homem é detido na estação Brás do Metrô, durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta sexta-feira (6)
Foto: Paulo Lopes/Futura Press

Movimentação na estação Ana Rosa do Metrô de São Paulo, após confronto entre manifestantes e policias, nesta sexta-feira (06), no segundo dia de greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

Movimentação na estação Ana Rosa do Metrô de São Paulo, após confronto entre manifestantes e policias, nesta sexta-feira (06), no segundo dia de greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

Sem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06)
Foto: Ana Flávia Oliveira

Sem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06)
Foto: Ana Flávia Oliveira

Sem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06)
Foto: Ana Flávia Oliveira

Sem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06)
Foto: Ana Flávia Oliveira

Sem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06)
Foto: Ana Flávia Oliveira

Sem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06)
Foto: Ana Flávia Oliveira

Sem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06)
Foto: Ana Flávia Oliveira

Sem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06)
Foto: Ana Flávia Oliveira

Movimentação na estação Ana Rosa do Metrô de São Paulo, após confronto entre manifestantes e policias, nesta sexta-feira (06), no segundo dia de greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

Na quinta-feira, primeiro dia de greve, a estação Corinthians-Itaquera do Metrô amanhece fechada com paralisação dos metroviários em São Paulo
Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESS

Estação Palmeiras-Barra Funda fechada devido à paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta quinta-feira (5)
Foto: Marcos Bezerra/Futura Press

Espera por ônibus em frente a estação Palmeiras-Barra Funda do Metrô, que amanheceu fechada devido à paralisação dos metroviários em São Paulo
Foto: Marcos Bezerra/Futura Press

Usuários invadem a estação Corinthians-Itaquera da CPTM, devido à paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta quinta-feira (5)
Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESS

Usuários invadem a linha da estação da CPTM Corinthians-Itaquera, nesta quinta-feira (5)
Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESS

Trânsito intenso na Radial Leste, nesta quinta-feira (5), próximo a estação Carrão do Metrô, durante a paralisação dos metroviários
Foto: Evaldo Fortunato/Futura Press

Movimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

Movimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

Movimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

O auxiliar de loja Oséas Pinheiro de Souza, de 23 anos, esperando por um ônibus na região da estação Jabaquara do Metrô de São Paulo, nesta quinta-feita (05)
Foto: Ana Flávia Oliveira

Passageiros tentam entrar em ônibus na zona sul da capital paulista, nesta quinta-feira (05), em dia de greve de metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

Vans fazem trajetos de ônibus por até R$ 10 na zona sul de São Paulo, nesta quinta-feira (05)
Foto: Ana Flávia Oliveira

Movimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

Balconista de farmácia tira foto da estação fechada como prova da impossibilidade de ir a curso
Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo

Movimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

Movimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

Motorista de ônibus parado no ponto: "O normal é levar 1h30, mas estou fazendo em 3 horas"
Foto: Ana Flávia Oliveira

Movimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

Movimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários
Foto: Ana Flávia Oliveira

O taxista Roberto Serafim Trovo, 63 anos, também reclama da greve: "Para nós não compensa ficar no trânsito"
Foto: Ana Flávia Oliveira

Assembleia dos Metroviários vota pela greve
Foto: Sindicato dos Metroviários/SP
"A decisão foi unânime. Não teve voto contra nem abstenção", afirmou ao iG a assessoria da categoria, entrando em seu quarto dia de greve consecutiva no primeiro dia da semana do início do Mundial, na quinta (12), no Itaquerão.
No domingo, às 10h, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) voltará a julgar a paralisação, marcada por ataques de ambos os lados - trabalhadores criticando intransigência de negociar do governo estadual paulista e vice-versa. Às 14h, nova assembleia na sede da categoria, no bairro do Tatuapé, zona leste, decidirá se a greve continuará na segunda-feira (9).
A decisão da categoria é consequência da decisão da Companhia do Metropolitano (Metrô) de São Paulo de manter sua última proposta de reajuste salarial (8,7%) feita aos trabalhadores, em audiência realizada na sexta (6), no TRT. Os mediadores do TRT tribunal chegaram a propor que a empresa apresentasse um aumento de, ao menos, 9%. A empresa, no entanto, não aceitou.
Leia mais: No terceiro dia de greve, Metrô tem 34 das 65 estações abertas
Os mediadores propuseram então que, caso fosse dado aumento de 8,7%, a participação nos lucros e resultados (PLR) deveria ser dividida igualmente entre os empregados, uma das reivindicações dos metroviários. O Metrô também rechaçou essa possibilidade.
Os metroviários afirmaram, no início da sessão, que poderiam reduzir o pedido de reajuste de 12,2%, apresentado na quinta (5), desde que houvesse avanço na proposta da empresa. Esta foi a quinta reunião de conciliação entre as partes que terminou sem acordo. Sem nova proposta, as chances são mínimas de a assembleia dos trabalhadores, marcada para a noite desta sexta (6), decidir pelo encerramento da greve.
Na quinta, o TRT havia decidido que a fase de conciliação estava encerrada e que o julgamento do discídio coletivo caberia à Justiça. A pedido das partes, nova reunião foi marcada para esta sexta. O julgamento está pré-agendado para o próximo domingo (8), às 10h.
O maior entrave na negociação é o índice de reajuste. O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Metroviários de São Paulo pedia, inicialmente, 35,47% de aumento. O valor foi reduzido para 16,5% e, na última audiência, para 12,2%. O Metrô ofereceu 5,2%; 7,98% e, finalmente, 8,7%.
Como alternativa à greve, os metroviários propuseram novamente a abertura das catracas à população e o desconto do dia de trabalho dos funcionários. A empresa, no entanto, negou, alegando que o Metrô não pode abrir mão da receita, por se tratar de recurso público. Para tanto, seria necessário um processo legislativo.
Por decisão da Justiça, 100% os metroviários estão obrigados a, mesmo em greve, trabalhar nos horários de pico e 70% nos demais períodos. A decisão é questionada pelos trabalhadores.
Neste sábado, plano de contingência do Metrô, que coloca supervisores para fazer o trabalho dos grevistas, levou 34 das 65 estações da capital paulista a funcionarem. Devido à falta de funcionários, no entanto, o horário de fechamento voltou a ser antecipado para as 23h - duas horas mais cedo do que o normal no dia.
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo