Ucrânia negocia compra de gás da Europa após a Rússia elevar preço
iG São Paulo
Governo não esconde urgência em garantir oferta barata pelo gás. Moscou dobrou o valor da exportação na semana passadaA Ucrânia iniciou negociações emergenciais com vizinhos europeus sobre a possibilidade de importar gás natural do Ocidente, de acordo com o primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatsenyuk, nesta sexta-feira (4). A urgência de assegurar oferta barata do gás cresceu desde que Moscou dobrou o valor cobrado à Kiev na última semana.
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"Estamos realizando conversas emergenciais com nossos parceiros europeus. Uma maneira de resolver o problema é reverter gás de países da União Europeia", disse Yatsenyuk, acrescentando que os principais candidatos para as importações são Eslováquia, Hungria e Polônia.
"Do ponto de vista técnico, a ideia de reverter gás não traz nenhum problema e esperamos que nossos parceiros europeus tomem a decisão correta. Se isso for feito, significa preços de gás 150 dólares mais baixos que o gás da Rússia", afirmou.
Gás russo
A empresa de energia russa Gazprom anunciou o aumento que cobra da Ucrânia pela importação do gás a partir do dia 1 de abril. O chefe-executivo da Gazprom, Alexei Miller, disse que o preço do gás russo para a Ucrânia aumentou para 385,5 dólares (cerca de 874,2 reais) por cada 1 mil metros cúbicos neste segundo trimestre de 2014. A taxa anterior era de 268,5 dólares (aproximadamente 608 reais).
Confira fotos da ocupação russa na Ucrânia

Homens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3)
Foto: AP

Soldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3)
Foto: Reuters

Um homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3)
Foto: Reuters

Marinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3)
Foto: AP

Criança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3)
Foto: AP

Soldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3)
Foto: AP

Grupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3)
Foto: AP

Comboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3)
Foto: AP

Homem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
Foto: AP

Emblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3)
Foto: AP

Homens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Homens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Homem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia
Foto: AP

Homem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2)
Foto: AP
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O desconto fazia parte de uma tábua de salvação financeira que o presidente russo, Vladimir Putin, havia oferecido ao presidente deposto da Ucrânia, Viktor Yanukovych, após sua decisão de abandonar um pacto com a União Europeia em favor de laços mais estreitos com Moscou. Yanukovych foi destituído e obrigado a pedir asilo político na Rússia em fevereiro.
Grupos nacionalistas radicais desempenharam papel fundamental na derrubada do ex-presidente ucraniano, mas eles rapidamente se desentenderam com o novo governo. Grupos de manifestantes ainda estão acampados na Praça da Independência de Kiev, e sinalizaram a intenção de permanecer por lá até a eleição do que eles consideram ser um governo legítimo.
Tensão
As tensões entre o Kremlin e o Ocidente aumentaram após a derrubada do presidente pró-Kremlin da Ucrânia, em fevereiro, após meses de protestos nas ruas. A decisão posterior da Rússia para a anexação da Crimea aprofundou a crise entre os dois países.
Os EUA e a UE impuseram sanções a membros do círculo íntimo do presidente Putin e outros funcionários do governo russo. A Rússia retaliou com suas próprias sanções a políticos americanos.
*Com Reuters e AP
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo