Nova lei chinesa de cibersegurança preocupa empresas

A China começará a empregar nesta quinta-feira uma novidade lei de cibersegurança que reforça ainda sua "Grande Muralha" virtual, uma medida que preocupa as empresas estrangeiras que realizam negócios na segunda maior economia do planeta.
A lei, adotada em novembro, tem o objetivo de proteger as redes chinesas e a informação dos usuários, em um contexto de novas ameaças porquê o recente ciberataque mundial do 'ransomware' WannaCry, um programa que assume o controle dos dados de um computador e pede um resgate para a reembolso.
Várias empresas estrangeiras pediram ao governo chinês o protraimento da emprego da lei, pois temem o efeito de alguns dispositivos pouco claros sobre o armazenamento na nuvem ou o tratamento de dados pessoais.
Há algumas semanas, o diretor da Administração Chinesa de Cibersegurança (CAC), Zhao Zeliang, reuniu 200 representantes de empresas e associações profissionais locais e estrangeiras na sede do organização em Pequim.
S debate se concentrou nas normas de transferência de dados pessoais ao exterior, informaram à AFP alguns participantes, e alguns dispositivos polêmicos foram retirados.
Um novo documento consultado pela AFP não inclui, por exemplo, um dispositivo que obrigava as empresas a preservar na China os dados pessoais de seus clientes.
De pacto com um participante na reunião que pediu anonimato, as autoridades chinesas "não estão preparadas" para utilizar a lei e é "muito improvável" que aconteçam mudanças na legislação que será aplicada a partir de 1 de junho.
A China já monitora de maneira rígida a internet e bloqueia s que considera politicamente sensíveis, um sistema divulgado porquê "The Great Firewall" (um jogo de palavras com "The Great Wall", A Grande Muralha em inglês), que no entanto não impediu que universidades chinesas fossem afetadas pelo WannaCry.
A novidade lei proíbe, entre outras coisas, a publicação na internet de teor que atente contra a "honra pátrio", que afete a "ordem econômica ou social" ou que tenha o objetivo de "derrubar o sistema socialista", ou seja, o Partido Comunista que governa o país.
Paul Triolo, perito de cibersegurança na empresa de consultoria americana Eurasia Group, acredita que a China provavelmente vai impor "novos obstáculos para executar (com a lei) e para as atividades" de empresas que se dedicam ao 'cloud computing', um setor em que a China deseja promover suas próprias companhias.
"As empresas com concorrentes muito conectados politicamente poderiam ter resultados melhores em inspeções de cibersegurança", escreveu Triolo em uma nota
A Câmara de Comércio da União Europeia (UE) na China, assim porquê outras organizações, pediu a Pequim na semana passada o "dilação da emprego da lei ou de seus artigos relevantes, porque imporá obrigações substanciais de conformidade na indústria".
"G muito complicado para nossas empresas preparar-se (...) porque muitos elementos da lei são pouco claros", lamentou Jake Parker, vice-presidente para a China do US-China Business Council.
"As empresas não têm informações suficientes para poder elaborar práticas internas em conformidade com a lei", disse.
