Ao contrário do que disse o governador, facções eram monitoradas no AM
Diferentemente do que afirmou o governador do Amazonas, José Melo (PROS), o estado monitorava as facções criminosas responsáveis pelas três rebeliões, com 60 vítimas, em menos de 24 horas registradas no primeiro dia do ano. Só no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, 56 pessoas morreram.
A revelação foi feita pelo secretário Estadual de Segurança, Sérgio Fontes, de conformidade com o jornal S Globo. Segundo ele, “a questão do trajo ocorrido não se tratou de somente uma ameaço de fuga ou rebelião, já que os presos planejavam matar os rivais e assim o fizeram, antes mesmo da polícia chegar ao lugar”.
As facções estavam sendo monitoradas dentro e fora dos presídios. Por motivo das constantes ameaças de fugas e rebeliões, em outubro do ano pretérito foi criado um comitê para fazer a vigilância e pensar ações de estratégia.
As três rebeliões foram causadas pela rivalidade entre duas organizações criminosas que disputam o controle de atividades ilícitas, porquê o tráfico de drogas, na Região Amazônica: o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a Família do Norte (FDN), aliada ao Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro.
A luta entre facções vem de longa data e não é exclusividade da região Norte. Em entrevista ao HuffPost Brasil, o perito em Segurança Pública Guaracy Mingardi explicou que a tendência da guerra entre as facções é se lavrar por outros estados do País.
"Provavelmente vai ter represália em outro lugar. A rebelião não acabou e não acaba fácil. Não vai ser lá, porque lá o PCC não tem força. Ou vão permanecer quietos e esperar alguns meses antes de agir.”
No entendimento dele, as fações querem o controle da masmorra, que significa o tráfico de drogas dentro da masmorra, e querem o controle fora, que significa o tráfico de drogas fora da enxovia.
"Não é uma coisa ideológica, do tipo 'estou brigando porque eles são de fora e cá é o meu lugar', é uma luta que envolve moeda. Não é só mercado, envolve prestígio”, pontuou.
Silêncio do presidente
Calado até o momento, o presidente Michel Temer decidiu invocar uma reunião na quinta-feira (5) para tratar do ponto. Nesta quarta-feira (4), o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, discutiram o tema.
A revelação foi feita pelo secretário Estadual de Segurança, Sérgio Fontes, de conformidade com o jornal S Globo. Segundo ele, “a questão do trajo ocorrido não se tratou de somente uma ameaço de fuga ou rebelião, já que os presos planejavam matar os rivais e assim o fizeram, antes mesmo da polícia chegar ao lugar”.
As facções estavam sendo monitoradas dentro e fora dos presídios. Por motivo das constantes ameaças de fugas e rebeliões, em outubro do ano pretérito foi criado um comitê para fazer a vigilância e pensar ações de estratégia.
As três rebeliões foram causadas pela rivalidade entre duas organizações criminosas que disputam o controle de atividades ilícitas, porquê o tráfico de drogas, na Região Amazônica: o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a Família do Norte (FDN), aliada ao Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro.
A luta entre facções vem de longa data e não é exclusividade da região Norte. Em entrevista ao HuffPost Brasil, o perito em Segurança Pública Guaracy Mingardi explicou que a tendência da guerra entre as facções é se lavrar por outros estados do País.
"Provavelmente vai ter represália em outro lugar. A rebelião não acabou e não acaba fácil. Não vai ser lá, porque lá o PCC não tem força. Ou vão permanecer quietos e esperar alguns meses antes de agir.”
No entendimento dele, as fações querem o controle da masmorra, que significa o tráfico de drogas dentro da masmorra, e querem o controle fora, que significa o tráfico de drogas fora da enxovia.
"Não é uma coisa ideológica, do tipo 'estou brigando porque eles são de fora e cá é o meu lugar', é uma luta que envolve moeda. Não é só mercado, envolve prestígio”, pontuou.
Silêncio do presidente
Calado até o momento, o presidente Michel Temer decidiu invocar uma reunião na quinta-feira (5) para tratar do ponto. Nesta quarta-feira (4), o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, discutiram o tema.
LEIA TAMBÉM:Fonte: HuffPost Brasil
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