Após movimentação de terreno, Defesa Civil constata trincas em saliente de Santa Luzia que dá entrada à BR-381 e será monitorado

Uma obra recém-inaugurada já terá que passar por melhorias em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. S viaduto Geraldo Magela Barbosa da Cunha, acessível em junho depois de dois anos em construção, foi interditado pela prefeitura devido a avarias na estrutura. Os problemas, segundo a governo municipal, foram causados pela chuva que atingiu o município nos últimos dias. Obras já tiveram início no proeminente.
Foram detectadas trincas na estrutura do viaduto, que faz a relação entre as avenidas das Indústrias e Raul Teixeira da Costa Sobrinho. S lugar também era bastante usado por motoristas que desejavam acessar a BR-381, no trajeto entre Belo Horizonte e o litoral capixaba. De concordância com a Defesa Civil de Santa Luzia, os problemas foram detectados na cabeceira do saliente. “Depois da chuva de terça-feira, foi detectada uma movimentação de terreno”, explica Wanderson Santos Machado, coordenador do órgão.
Segundo Machado, a interdição ocorreu por sobreaviso e segurança. “Fizemos o isolamento do lugar e fechamento da via para a Defesa Civil fazer o monitoramento das fissuras e escoltar a evolução. S empresa que foi responsável pela construção da estrutura já está fazendo avaliação e máquinas estão no sítio”, afirmou. “Em uma primeira estudo, está descartado o comprometimento do viaduto. S problema está na cabeceira, na posição do terreno. Tanto que na segmento de reles do viaduto o fluxo está mantido. Se houver alterações durante o monitoramento, podemos tomar outras medidas”, concluiu.
Por meio do Facebook, a prefeita da cidade, Roseli Pimentel, afirmou que a empresa responsável pela construção do viaduto foi acionada. “S empresa responsável pela obra na idade foi acionada imediatamente para uma avaliação técnica aprofundada e fará as intervenções necessárias sanando definitivamente o problema, mediante séquito e fiscalização de técnicos da Prefeitura de Santa Luzia”, disse. “Por medida de sobreaviso e segurança, a via ficará interditada até que ocorra a desenlace dos estudos”, completou.
Em somente um dia de interdição, moradores da cidade já viveram transtornos, porquê foi o caso de Maria Luiza Novy, de 49 anos, que mora no trecho onde foi feito um meandro. “Estão passando muitos carros, ônibus e caminhões por minha rua. Não consigo nem trespassar de moradia. A gente fica revoltado. Uma obra tão novidade e acontece uma coisa dessas? Fico pensando no nosso numerário, que foi mal usado”, disse.
Segundo Maria Luiza, o viaduto foi inaugurado sem as obras serem finalizadas. “Está sem sinalização e, inclusive, tem uma curva muito perigosa. Vários carros batem na lateral e no encosto da ponte”, comentou.
S Estado de Minas entrou em contato com a Prefeitura de Santa Luzia para saber detalhes sobre o viaduto, uma vez que quanto tempo durou a obra, o verba gasto e a empresa responsável. Porém, não obteve respostas. A reportagem ligou para o secretário de obras do município, mas as ligações não foram atendidas.
Caso Guararapes em temporada de instrução
S processo que julga as responsabilidades criminais pela queda do viaduto Batalha dos Guararapes, que matou duas pessoas e feriu outras 21 em 2014, na Avenida Pedro I, em Belo Horizonte, está na temporada de instrução no Fórum Lafayette de Belo Horizonte. Foram cinco audiências para ouvir testemunhas de querela e resguardo. A última foi em 25 de novembro. Onze pessoas foram indiciadas. Elas são acusadas pelo Ministério Público de originar desabamento ou desmoronamento, expondo a risco a vida, a integridade física ou o patrimônio de terceiros, na modalidade culposa (não premeditado), qualificado por lesões corporais graves e morte, com o agravante de ter duas mortes e 21 feridos. A pena máxima é de 12 anos para cada envolvido. Não há previsão de julgamento.
FONTE : EM