‘Avião não tinha combustível suficiente para pouso em aeroporto mútuo’, diz governo da Colômbia

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (30), o secretário de Segurança Aérea da Colômbia revelou que o avião da Chapecoense não tinha combustível no momento da queda. Segundo Freddy Bonilla, da Aeronáutica Civil, uma das hipóteses investigadas é de "pane seca", quando há o desligamento dos equipamentos elétricos do avião por falta de combustível. S acidente com o jato Avro RJ-85 matou 71 pessoas na Serra El Gordo, zona rústico de Antióquia.

"S avião não tinha combustível suficiente para ir até Bogotá se precisasse", informou Bonilla, reforçando que o projecto de voo determinava que Bogotá seria o aeroporto mútuo, caso a aeroplano não conseguisse pousar em Rionegro, principal aeroporto de Medellín.

Pelo entendimento do governo colombiano, o piloto não teria cumprido o projecto de voo autenticado pelas autoridades aéreas.

Além disso, a legislação da Bolívia, de onde é a empresa extensão do jato, a LaMia, determina que o avião tenha combustível suficiente para chegar ao direcção, a um aeroporto mútuo ou para 30 minutos a que o tempo de voo.

Bonilla advertiu na coletiva:

"Qualquer aeroplano no mundo precisa ter no mínimo uma quantidade extra de suplente para manter 30 minutos além do tempo previsto de voo e 5 minutos ou 5% da intervalo, para que assim se tenha uma segurança. Vamos investigar para saber por que a tripulação não contava com combustível suficiente."


Segundo Bonilla, 24 peritos colombianos estão trabalhando na investigação do acidente leviano. Além deles, há pessoal boliviano e britânico — já que a aeroplano foi fabricada no Reino Unido. Técnicos da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vão se juntar aos investigadores.

Emergência

Áudio divulgado nesta quarta mostra a conversa entre o piloto do avião, Miguel Quiroga, e a torre de controle. Ele denuncia falta de combustível e declara emergência antes de o avião transpor do radar. "Jesus", reage Quiroga.

Quiroga também era um dos donos da Lamia, empresa que conta com 15 funcionários.

De negócio com o governo colombiano, não há denúncias de irregularidades sobre a empresa.

Para o profissional e ex-piloto Carlos Camacho, a questão de o piloto ser um dos donos da Lamia pode estar por trás da pouquidade de capacidade de combustível da aeroplano no momento do acidente.

"S comandante era um dos proprietários da empresa; ele parece ter atendido a critérios econômicos e não de segurança", analisou Camacho à GloboNews.

As causas da tragédia só serão reveladas em seguida a estudo das caixas-pretas do avião.

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Fonte: HuffPost Brasil