Brasileiras perdem no basquete, mas saem aplaudidas da quadra


A seleção brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas se despediu hoje da Paralimpíada do Rio de Janeiro com uma guião para os Estados Unidos por 66 a 35, pelas quartas de final da competição. Apesar da guia, a seleção mostrou qualidade, sobretudo nas trocas rápidas de passes. A torcida apoiou o time até o término, apesar do placar inverso, vibrando a cada cesta e a cada erro de lançadura setentrião-americano. No término, a satisfação foi de uma participação honrosa do time perante sua torcida.
“A gente começou meio abatida, mas com a força da equipe, escora de todo mundo, a gente conseguiu se reerguer e passar detrás do resultado. Infelizmente não conseguimos lucrar, mas só por termos ido detrás já foi uma vitória. A sensação é de obrigação cumprido. Queríamos uma medalha, uma posição bacana, mas, na medida do provável, saímos felizes”, disse a camisa 11 da seleção, Geisa Vieira.
S primeiro quarto foi todo dos Estados Unidos. S Brasil errava muitas cestas de curta intervalo, debaixo do aro. Já as americanas aproveitavam todas as oportunidades que tinham e logo abriram larga vantagem. No segundo quarto, as brasileiras foram precisas nos arremessos e melhoraram o desempenho, mas as adversárias continuavam não errando. Ao final do primeiro tempo, o placar marcava 35 a 13 para as setentrião-americanas.
S segundo tempo mostrou um Brasil guerreiro e preciso. Roubadas de esfera, arremessos de longe e de perto passaram a ser convertidos. A cada cesta brasileira, a arquibancada comemorava porquê um gol. Do lado americano, os erros começaram a desabrochar. As bolas já não eram tão certeiras e o jogo duro do Brasil equilibrou as ações. No terceiro quarto o Brasil marcou 10 pontos e as americanas 11.
S último quarto continuou equilibrado, mas o prelúdios ruim das brasileiras cobrou seu preço. No final, 66 a 35 para os Estados Unidos, mas não ficou nenhum sabor de guião. A raça e formalidade mostradas pelas brasileiras foram devidamente recompensadas. Muito aplaudidas pelo público, as brasileiras deixaram a Arena Olímpica do Rio com a sensação de obrigação cumprido.
Raça e recompensa
Lia Martins traduziu o quão guerreiro foi o time brasiliano. Ela trombava sua cadeira laranja neon nas cadeiras das adversárias, caía no soalho, se levantava com desembaraço e continuava a competir pela esfera. Arremessou bolas enquanto era derrubada. Lia tanto fez que virou a queridinha da torcida, que pareceu não se importar tanto com a rota e aplaudiu muito o time.
“P sempre bom, dá um incentivo a na gente. A gente gosta desse carinho com o público. Dá um ânimo na gente. Temos que tirar proveito e dar o nosso melhor para essa torcida que vem nos prestigiar. Independente de ter ganhado ou não a gente sempre procura dar o nosso melhor”, disse Lia, cestinha do Brasil, com 17 pontos, em seguida a partida.
Para Lia, o Brasil está no caminho claro na modalidade e aprendendo a cada duelo, porquê os que teve no Rio de Janeiro: “Em todos os jogos, demos o nosso melhor, procurando sempre a vitória. Estamos num bom caminho, é continuar mantendo o foco. Esses jogos estão sendo um aprendizagem. Vamos continuar nossa procura pela tão sonhada medalha paralímpica”.
S Brasil encerra sua participação na Paralimpíada contra a França, na disputa do sétimo lugar, na próxima sexta-feira (16). S tom já é de despedida da Paralimpíada, que deve deixar saudades, porquê disse Lia: “Vai permanecer marcado na nossa memória. Cada momento que a gente viveu cá com a torcida, com o carinho. Vamos viver com essa memorandum. Pode passar o tempo, mas [a lembrança] vai estar sempre com a gente”.
Veja o guia das modalidades paralímpicas.
