Como golfinhos são assassinados no Japão e por que essa prática gera ultraje

[caption id="attachment_617200" align="aligncenter" width="620"] Divulgação[/caption] Pescadores japoneses mataram na sexta-feira (9) muro de 20 golfinhos na pequena cidade costeira de Taiji, da província de Wakayama, no Japão, segundo informações do jornal “The Mainichi”. Para a matança, a cooperativa de pescadores utilizou o duvidoso método de precingir os animais, persegui-los, encurralá-los em uma baía e matá-los em grupo, tingindo a chuva de vermelho com seu sangue. A temporada de caça foi iniciada no dia 1º de setembro, mas nascente foi o primeiro abate, que também foi repercutido no Twitter pela ONG Dolphin Project, que combate a prática e atua no lugar. A caça de golfinhos no Japão Anualmente, o governo da província de Wakayama permite a caça de até 2.000 golfinhos em sua costa, em universal a partir do dia 1º de setembro ao dia 1º de março. A maior secção é morta para a obtenção de mesocarpo, mas outra é caçada e vendida para aquários ao volta do mundo. 652 Golfinhos foram mortos no litoral da cidade de Taiji, e outros 117 foram vendidos para aquários em 2015, segundo cláusula publicado em setembro de 2016 no Huffington Post. Em cláusula de opinião publicado em setembro de 2016 no jornal “Los Angeles Times”, o professor de bioética da universidade de Princeton, Peter Singer, e o ativista pelo recta dos golfinhos Jordan Sosnowski afirmam que, apesar de secção dos golfinhos ser vendida para o consumo, o principal motivador econômico para a caça é a venda para aquários. S valor de um espécime gira em torno de US$ 50 milénio. A técnica Durante a caça, os pescadores descem bastões de ferro em direção ao fundo do mar. Em seguida, batem com martelos nesses bastões, que funcionam porquê sinos, criando vibrações sonoras ensurdecedoras que desorientam os golfinhos. Isso os obriga a nadar para longe dos barcos em direção ao lugar de assassínio. Na tentativa de fuga, muitos encalham em rochas. Outros se afogam ou têm paradas cardíacas. Os caçadores usam grandes hastes de metal pontiagudas para perfurar a espinha dorsal dos golfinhos. Eles não morrem de inesperado, mas sangram até a morte ou se afogam com o sangue das feridas internas. “Os golfinhos são aterrorizados por horas a fio”, afirmou em entrevista concedida em 2014 ao da CNN Ric S’Barry, um ex-treinador de golfinhos para o programa de TV “Flipper” que hoje faz campanha contra a caça do bicho através da ONG que fundou, o Dolphin Project. Em uma enunciação disponível em seu , o governo da província de Wakayama defende, no entanto, a prática porquê secção de uma tradição antiga. “Para a secção ao sul da província, a caça de golfinhos é uma indústria importante e tradicional, baseada na gestão e utilização científica de recursos naturais. Taiji, localizada na secção leste da Península de Kii, é uma pequena cidade com uma população de 3.500. Localizada longe de grandes centros de atividade econômica, a cidade tem uma tradição de 400 anos de caça de cetáceos, e prosperou no decurso dos anos devido à caça de baleias e golfinhos”- Governo da província de Wakayama, em enunciação solene. Essa alegado é rebatida por entidades conservacionistas. “Eu posso manifestar com certeza absoluta que pescadores antigos não teriam porquê usar barcos pesqueiros motorizados e tecnologia moderna para ajudá-los a caçar os golfinhos. Da forma porquê eles fazem agora, os golfinhos não têm a menor chance de lutar. Isso certamente não é uma cultura tradicional em ação”, afirmou em entrevista à CNN Lisa Agabian, diretora de relações com a mídia da ONG protecionista Sea Shepherd. S que acendeu o debate sobre a questão A questão das mortes em Taiji veio à tona através do documentário “A Enseada - Água Rasa” (“The Cove”, em inglês), dirigido por Louie Psihoyos. A obra venceu o Oscar de melhor documentário de 2009 e está disponível no Youtube. S filme acompanha a equipe de ambientalistas liderada por S’Barry em sua luta contra a caça de golfinhos e mostra porquê os animais são mortos ou caçados. Após o lançamento do documentário, a Associação Internacional de Zoológicos mudou sua política solene, e passou a se opor à caça de cetáceos. Para se manterem associados à entidade, aquários do mundo inteiro precisam deixar de comprar golfinhos em Taiji ou outros locais que realizam caças similares. No cláusula para o “Los Angeles Times”, Peter Singer e Jordan Sosnowski destacam, no entanto, que esse tipo de restrição não foi adotada por outras entidades, porquê a Associação Internacional de Treinadores de Animais Marinhos, que se opõe ao abate, mas não à caça de golfinhos. Segundo os pesquisadores, as duas atividades estão associadas e “não é provável improbar uma sem improbar a outra”. Em seu , o governo da província de Wakayama dedica um espaço permanente para responder às críticas levantadas pelo documentário. “Muitas pessoas ao volta do mundo comem mesocarpo e, para fazê-lo, é necessário tirar a vida de animais, sejam eles selvagens ou cuidadosamente domesticados e criados. A matança de animais por comida é normalmente conduzida longe das vistas, em matadouros. Seria relativamente fácil fazer um retrato sensacionalista da morte de qualquer bicho ao filmar dentro desses matadouros, por exemplo. ‘A Enseada’ secretamente filmou as cenas da morte de golfinhos de uma forma desenhada para gerar sensação de ultraje”- Governo da província de Wakayama, em enunciação solene. Fonte: Nexo Jornal Fonte: R7 - Mulher