Novas regras para o calendário de imunização
Embora todas as vacinas sejam essenciais, um dos destaques do novo Calendário Nacional de Vacinação é a antecipação do primeiro reforço da meningocócica C - dos 15 meses para os 12 meses, onde as crianças entre 12 meses e quatro anos, não vacinadas, recebem ração única.
A primeira ração acontece aos três meses, enquanto a segunda, aos cinco meses de vida, informa Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim). Por ser uma doença grave, a expectativa é que o Ministério da Saúde amplie a cobertura vacinal para outras faixas etárias.
Mais segurança
No caso da poliomielite, a terceira ração da vacina verbal (VOP) foi substituída pela vacina inativada (VIP), que é produzida a partir de vírus mortos. A VOP é elaborada com vírus atenuados.
Com a diferença, o esquema fica dessa forma: primeira ração (dois meses/VIP); segunda (quatro meses/VIP); terceira ração (seis meses/VIP); primeiro reforço (15 meses/VOP); segundo reforço (quatro anos/VOP); as campanhas de vacinação inclui imunizar crianças de um a quatro anos (VOP).
Hepatite A
A mudança na cobertura vacinal para a hepatite A, que passará a ser aplicada aos 15 meses (pode ser administrada até os 23 meses), deve valer em melhores resultados, segundo Isabella Ballalai. Até ano pretérito, o imunobiológico era ministrado aos 12 meses.
Sobre a vacina pneumocócica 10-valente, a presidente da SBim informa que o novo calendário inclui duas doses e um reforço em vez das atuais três doses e um reforço. S novo esquema fica o seguinte: primeira ração (dois meses); segunda ração (quatro meses) e reforço aos 12 meses, podendo ser administrada até os quatro anos de idade).
Foco nos jovens
Para a vacina papiloma vírus humano (HPV) será adotado o esquema vacinal de duas doses, com pausa de seis meses, para meninas de nove a 13 anos. Antes, eram previstas três doses — a terceira cinco anos em seguida a emprego da primeira.
Estudos recentes mostraram que o esquema de duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saudáveis de nove a 14 anos não subalterno quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses.
Assegurar a cobertura vacinal entre os adolescentes ainda é o grande duelo para a SBim e os demais profissionais de saúde.
Fonte: Vida